12 outubro 2007

Prémio Nobel

Foi ontém conhecido o vencedor, neste caso vencedora, do Nobel da Literatura 2007. Trata-se de Doris Lessing, romancista nascida na antiga Pérsia e desde há muitos anos a residir em Londres.
Não me posso pronunciar quanto ao mérito ou justiça desta distinção, pois para mim, esta senhora é uma perfeita desconhecida, assim como o seu trabalho e a sua obra o são e serão.
O que julgo pertinente e interessante, do ponto de vista da observação e análise, é o facto de, a partir de hoje e durante os próximos meses, os seus livros passarem a grandes éxitos comerciais. Curioso comportamento este dos leitores mundiais... afinal em que ficamos!?... É-se distinguido e galardoado com o Nobel da Literatura porque o trabalho produzido tem qualidade superior e é reconhecido, ou só se é reconhecido e passa a ser bom porque se ganhou o Nobel!?...

11 outubro 2007

Fight Club

Nas horas tardias dos serões destes últimos tempos, e porque nada ou pouco me atrai e me prende à televisão, numa atitude que entendo ansiosa, utilizando o comando, vou alternando de canal, consecutivamente e a uma velocidade considerável, na expectativa de encontrar algo bom.
Dos pacotes standartizados que os operadores da televisão por cabo disponibilizam aos clientes, que podem ser até dezenas de canais, eu usufruo de apenas alguns, talvez uns dez. A propósito, gostaria de por à consideração a possibilidade de cada um dos clientes puderem escolher e criarem uma lista personalizada de canais, que seriam pagos individualmente e, assim, ajustar as grelhas às necessidades e aos gostos de cada cliente.
Mas regressando às noites dos tais dias, em que vou saltando de canal em canal, por vezes consigo suster tal ímpeto e movimento no canal EuroSport, que na sua programação, por volta das 22 ou 23 horas, emite torneios de Fight Club. A verdade é que dou comigo perfeitamente hipnotizado pela pré-disposição daqueles individuos para a violência e, principalmente, a disponibilidade para serem violentamente agredidos.
Chegados aqui e depois desta surpreendente revelação (para mim próprio), interessa fazer uma declaração de interesses, pois considero-me um individuo estupidamente pacífico, que recrimina qualquer expressão de violência e que, ao longo do tempo, o meu tempo, se tem esquivado à mais insignificante manifestação de força.
Num esforço introspectivo e, fundamentalmente, retrospectivo até às idades de menino ou petiz, apenas guardo na memória um episódio no qual assumi o papel de protagonista lutador: algures na década de 80, agredi cobardemente (porque de costas), um outro miudo, vizinho e companheiro de brincadeiras. E tudo durante um partida de damas... sei que a dada altura agarrei no tabuleiro das damas, de madeira, e dei-lhe com toda a força nas costas com esse pedaço de madeira, que acabou por se partir em pedaços. Quim era o seu nome.
Para além deste momento, nada mais digno de registo. Portanto, acabou por ser uma descoberta, o facto de conseguir tolerar estas actividades... que alguns consideram desporto. De facto, e apesar da efectiva violência, entre os participantes há lealdade e correcção. Agrada-me, quando comparado com outros desportos, a rapidez dos combates - 3 rounds de 3 minutos cada, o que obriga a uma intensa acção.
Lembro também, agora e aqui, até porque desconfio que quem aqui chegou, quando se deparou com o título adoptado, teve no pensamento o filme homónimo protagonizado pelo grande Edward Norton. Na verdade e por fim, um título para se ter e rever.

10 outubro 2007

Antropomorfização do Território

A propósito do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho, que se encontra, até ao próximo dia 17 de Outubro, em período de discussão pública, na qual participei enquanto membro da Assembleia Municipal de Bragança, mas acima de tudo, participante enquanto cidadão atento e preocupado com a realidade local e regional, permito-me agora, informado e conhecedor do documento em questão, tecer algumas considerações e criticar aquilo que considero ser um perfeito disparate que em nada beneficiará a região e, principalmente, as populações locais.
Sou um defensor da existência das áreas, das reservas e dos parques naturais, e neste caso concreto, quero que o Parque Natural de Montesinho (PNM) exista, que seja uma reserva da natureza e que a marca respectiva seja reconhecida e com sucesso. Valorizo a preocupação, a realização e a existência de um plano que estruture e enquadre administrativamente o território do Parque. Acredito também, na competência e na honestidade intelectual da equipa de técnicos responsáveis pela elaboração deste documento, pois sendo elementos pertencentes a uma organização, o ICNB, que promove a conservação da natureza e a biodiversidade, será legitimo que de uma forma evidente, declarada e inequívoca, privilegiem todos os elementos e caracteres naturais, endógenos e autóctones em detrimento da maximização da exploração dos recursos por parte do Homem e das Comunidades. Aliás, estranho seria que a atitude do ICNB fosse outra ou díspar.
Para além dos pormenores mais técnicos e específicos, interessa-me referir aquilo que considero ser o pecado original deste Plano de Ordenamento. O seu total distanciamento do HOMEM e das suas Comunidades.
Há um conjunto de práticas, um corpus habilitis e um modus faciendi, que têm permitido a permanência dessas comunidades neste habitat natural que é o território do PNM e que este Plano de Ordenamento poderá, a curto, a médio ou longo prazo, pôr em causa.
O Homem necessita de se identificar com o espaço que o rodeia. Pertencemos a um grupo com o qual partilhamos uma experiência temporal num determinado território, enquanto espaço produzido, entendido e organizado. Ocupamos caminhos, frequentamos lugares, como os cafés ou tabernas, cultivamos as terras, vamos à missa, etc., sempre tendo em conta a identidade partilhada com o grupo a que pertencemos. Viver é isto...
Estas práticas e representações estão intrinsecamente ligadas à paisagem e à vivência quotidiana, relacionando as necessidades mais vitais com o entrosamento dos habitantes de uma comunidade. Assim, poderemos compreender as fortes raízes que nos prendem ao território e como ele é importante e omnipresente, na estrutura lógica das representações e significados.
Por exemplo, os campos e as bouças que formam estrutura com a casa. Estes espaços possuídos e trabalhados por uma família e pela comunidade não são homogéneos e têm valores diferentes, pois a natureza dos terrenos predispõem-nos para diferentes cultivos e, por questões de prestígio, algumas parcelas podem ter cultivos mais cuidados. Assim, os diversos campos adquirem intimas relações com os trabalhos, as estações do ano e os produtos. Assistimos, então, à antropomorfização dos territórios, pois não há comunidade rural – freguesia, aldeia ou lugar, que não reconheça por um determinado nome cada recanto do seu território. Nomes como veiga, teixo, portela, fraga longa, lama, ribeira ou couto são frequentes nos termos e indicam um eterno sentido de pertença que tem, no entanto, um duplo sentido, uma vez que os indivíduos moldam o espaço, ao mesmo tempo que se deixam moldar por ele, pois o espaço é uma realidade duradoura e é através dela que podemos perpetuar no tempo a nossa memória individual, mas principalmente, a colectiva. Não conseguiríamos rever o passado se ele não se conservasse no meio que nos envolve.
É por isto que considero que este documento, mais do que um conjunto de artigos e alíneas, está pejado de significado e pode, deve ter uma leitura genérica e abrangente, no que concerne à perspectiva humana e sua presença neste território. É também por isto que desconfio que este documento é a demonstração de que o conhecimento deste território, por parte dos técnicos responsáveis, não será assim tão efectivo, deixando, igualmente, transbordar a ideia que os seus mentores e redactores estão bem longe do território em questão. Uma vez mais, vemos a região esquartejada e mapeada, de bem longe, através de controlos-remotos… e por isso, eles, não conseguem perceber que existe aqui, tal como em todos os territórios, uma forte simbiose entre o Homem e o espaço que habita.A equipa multidisciplinar do ICNB, afinal, não será assim tão “multi”, pois em nenhum momento manifestam qualquer preocupação social. Pena é que, na sua defesa intransigente da preservação dos valores e das espécies vegetais e animais, não seja também contemplada a espécie HOMO SAPIENS.
(publicado no Jornal Nordeste do dia 09/10/2007)

05 outubro 2007

Sim..., pois é... eu também!...

Num dia dedicado ao descanso, à família e à leitura dos diários e, também, semanários, encontro no jornal Expresso algo que me faz aqui vir e, numa atitude de reconhecimento, registar a franqueza, a verdade e o oportunismo do comentário. Então, diz assim João Pereira Coutinho, na sua coluna de opinião semanal:
Anjos Caídos
O País já falou sobre a espantosa ressurreição de Santana Lopes na Sic-Notícias. E, pelos vistos, falou bem: não se interrompe um ex-primeiro-ministro por causa de um treinador de futebol, certo? Talvez, se considerarmos o problema em teoria. Mas, como diriam os brasileiros, na prática a teoria é outra. Sobretudo quando do outro lado está a jornaista Ana Lourenço. Se Santana tivesse abandonado, sei lá, um Mário Crespo, uma pessoa até perdoava. Digo isto com todo o respeito pelo Mário Crespo. Mas com a Ana Lourenço, não há perdão: abandoná-la em directo é abandonar a encarnação mais próxima que temos de um anjo (SIM...). Aliás, ainda ninguém me convenceu de que a Ana não é um anjo (POIS É...), deixado cair pelo faro político do diabólico Dr. Santana.
É perante esta heresia que deixo aqui o meu recado: para a próxima, quando o assunto meter política, convida-me a mim, doce Ana. E, já agora, interrompe-me as vezes que quiseres. Eu, por ti, fico sempre (EU TAMBÉM!...).

02 outubro 2007

Bem Vindo à Família

Este é o Torga, o mais recente membro da família. Aos 3 meses de idade, apresenta-se algo tímido e trapalhão... começa a reagir ao nome e ensaia já um curto e rouco ladrar. Puro exemplar de uma das raças tipicamente portuguesas - Cão de Gado Transmontano.

01 outubro 2007

Mundial Dia da Música

Essa linguagem universal que em toda a parte, por todo o mundo, dos confins às capitais, por entre minúsculos sons e estridentes ruídos, num movimento perene, se ouve e se faz sentir.

when de music's over, turn of the lights,
turn of the lights for the music is your special friend.
dance on fire as it intends,
music is your only friend until the end.
cancel my subscription to the ressurrection,
send my credentials to the house of detention,
i got some friends inside,
the face in the mirror won't stop,
the girl in the window won't stop.
a feas of friends alive she cried,
waiting for me inside.
before i sink into the big sleep,
i want to hear
the scream of the butterfly.
come back, baby, back into my arms.
we're getting tired of hangin' around,
waiting around with our heads to the ground.
i hear a very gentle sound,
very near yet very far, very softly, very clear,
come today, come today.
what have they done to the earth?
what have they done to our fair sister?
ravaged and plundered and ripped her and bit her,
stuck her with knives in the side of the dawn
and tied her with fences and dragged her down.
i hear a very gentle sound...
with your ear down to the ground...
we want the world and we want it... now!
persian night! see the light!
save us! jesus! save us!
when de music's over, turn of the lights,
turn of the lights for the music is your special friend.
dance on fire as it intends,

music is your only friend until the end... until the end!
(Jim Morrison, 1968)

27 setembro 2007

Dignidade e Respeito

Para alguns uma atitude desmedida e desproporcionada, mas para mim um momento digno, só para alguns... em directo na SICNotícias, ontém à noite, este Senhor, que por acaso é ex-Primeiro Ministro, não gostou de ser interrompido pelo directo da chegada do Mister Mourinho ao Aeroporto da Portela. Tal como disse, antes de sair do estúdio "...anda tudo doido!..."

22 setembro 2007

Candidatura ao (des)emprego

Mais uma triste notícia. Que de tão triste dá mesmo vontade de rir. Não é que a TAP exige indemnizações aos candidatos a hospedeiros de bordo!?... Diz hoje a edição do Jornal Público que a empresa quer que os seleccionados se comprometam a pagar de 50 a 700 euros, se faltarem a uma das quatro fases de recrutamento.

Violentam-nos na Carteira

Mais um momento digno de registo e proveniente da mais alta tecnologia de ponta, existente na iluminada mente de quem, actualmente, nos governa e tem como ambição suprema a simplificação do país. (aconteceu ontem e hoje é notícia) Em plena Assembleia da República, o Primeiro Ministro, no debate quinzenal, segundo as novas regras, anunciou a abertura de mais um serviço nas Lojas do Cidadão: O Balcão Perdi a Carteira - onde será possivel recuperar os documentos pessoais num mesmo local e ao mesmo tempo. Brilhante! Como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso... agora, já poderemos perder a carteira com tranquilidade, pois como dinheiro não temos, a preocupação é, na realidade, o valor intransmissível dos nossos documentos, que nos identificam. Mas então nas Lojas do Cidadão não existem já os vários balcões que nos permitem resolver essas situações!?... Passaportes, Bilhetes de Identidade, Certidões, Nº Contribuinte, Nº Beneficiário da Segurança Social, entre outros, já são uma realidade nesses espaços. A não ser que queiram acabar com os diferentes serviços já existentes, desculpem mas parece não um "simplex", mas sim um "complex".
Para além de também, simbolicamente, e a partir de agora, ser o próprio estado a prever e a aceitar que, de facto, os Portugueses e as Portuguesas são violentamente agredidos na carteira.

17 setembro 2007

o tempo da terra

Refresh de Aquisições

- Loução, Paulo Alexandre, 2006, Portugal, Terra de Mistérios (7ª edição), Lisboa, Ésquilo Edições;

- Urtigão, Ramalho, 2007, As Farpas - vol. 5, Lisboa, Círculo de Leitores;

- Coelho, Adolfo, 1993, Obra Etnográfica - vol. I - Festas, Costumes e outros materiais..., Lisboa, Publicações Dom Quixote;

- Coelho, Adolfo, 1993, Obra Etnográfica - vol. II - Cultura Popular e Educação, Lisboa, Publicações Dom Quixote;

- Parafita, Alexandre, 2002, Antologia de Contos Populares - vol. 2, Lisboa, Plátano Editora;

- Parafita, Alexandre, 2007, Os Provérbios e a Cultura Popular, Vila Nova de Gaia, Edições Gaialivro;

- Moutinho, José Viale, 2007, Lendas de Trás-os-Montes e Alto Douro, Lisboa, Esfera do Caos;

12 setembro 2007

Livraria Leitura

Agora que penso nisso, bem me lembro de ter lido, num qualquer jornal, que a Leitura tinha sido vendida. Mas que desilusão, mas que tristeza senti hoje, quando dei de caras com a loja fechada e com todas as suas vitrinas cobertas com papel.
A Leitura foi sempre a minha livraria. Não estarei a exagerar se disser que 90% dos meus livros foram lá adquiridos. Como está localizada no centro da cidade do Porto e dada a minha preguicite congénita e crónica, nunca fui um visitante ou cliente assíduo, preferi sempre reunir em lista as compras necessárias e, depois então, uma ou duas vezes por ano, fazer a minha demorada visita.
O que sempre mais me agradou neste espaço foi a grande variedade e qualidade de títulos e obras, assim como a grande disponibilidade dos funcionários para nos auxiliar, orientar e sugerir. Também, o facto de podermos encomendar qualquer obra, em qualquer idioma, era apreciado e vantajoso.
Enfim, fica aqui esta nota de tristeza e de desconforto, sentida pelo desaparecimento da única livraria técnica das sociais ciências e afins da Invicta.

11 setembro 2007

Study Case

A propósito da triste história de Madeleine, que agora acompanho de muito longe, através dos ecos, reparo no despropósito dos órgãos de comunicação social, que nos últimos dias, obrigaram o mundo, pelo menos, o nosso, a um "tilt" psicológico com esta história. Independentemente do que vier, do seu epílogo, é interessante verificar como os "entendidos" e os "opinion makers" deambulam ao sabor das tendências e do conta-gotas informativo. Irresistível para muitos, para mim estúpida e irracional, a apetência canibal das objectivas e dos microfones, empurrados por frenéticos editores informativos e directores comerciais, que hávidos de scores de audiências, nos dão o objecto do mais pérfido dos voyeurismos. Concerteza, haverá quem esteja a beneficiar com isto. Concerteza, este será um caso, para mais tarde (vamos ver quando), constar nos manuais da escola jornalística. Em relação aos média, ainda nos falam da auto-regulação... vejam bem como eles se têm regulado...

05 setembro 2007

Serviço Público

A RTP, arauta da prestação de serviços públicos, na sua página de internet, disponibiliza a localização das suas delegações regionais, agora através de um mapa de Portugal. Conheça agora e aqui (visitem também o original), o novo e revolucionário mapa do nosso pequeno país. Resultado da mais cabal e estúpida ignorância, que afinal desconhece o país e, incrivelmente, não sabe onde estão localizadas as suas delegações... ou seja, gasta o nosso dinheiro, mas não sabe onde!

O Regresso

Sem comentários, partilho os retratos de alguns lugares por onde andei neste intervalo do tempo.




26 agosto 2007

Homenagem

De longe, no dia em que desce à terra, o meu pesar pelo desaparecimento de Eduardo Prado Coelho. Personalidade incontornável na cultura portuguesa e ponto de referência e influência para mim, enquanto homem de esquerda, que previligiava a polémica e a ironia. Desde sempre o acompanhava no "O Fio do Horizonte", coluna diária no seu e no meu Público. A sua morte, sem ser uma surpresa, deixará concerta uma lacuna dificil de colmatar.

20 agosto 2007

Agosto, mês dos portugueses todos

Convidado para um baptizado de uma pequena prima, emigrante em Paris, sou "coagido" a estar presente, o que faço sem grande vontade, mas minimamente incomodado. Continuo a não aceitar esta imposição da igreja, e depois reforçada pela pressão social e do grupo/família, para com os indefesos e inocentes recém-nascidos... Mas isso será outro assunto, que poderemos, sempre que assim o entenderem, trazer à discussão.

Sentado numa cadeira de escola, em Vila Flor, enquanto os demais comensais devoram as recorrentes mesas de aperitivos, numa tentativa de observação distanciada, reparo nos comportamentos e apetites vorazes que, de uma só acentada, devoram tudo e mais.

Depois, mal o anfitrião convida para o almoço, lá vai o rebanho todo, ao primeiro toque, todos respondem... Entretanto, e porque era preciso dar tempo para que as iguarias ficassem prontas, o mesmo anfitrião, também músico, resolveu dar alguma música ao "pessoal".

E isso sim, foi o momento. A razão destas palavras, pois que não restem dúvidas de que o português está aqui. Isto é Portugal, e nós os de cá gostamos é disto, alegria, bem dançada e, se possível, bem bebida.

Tudo está ainda bem, neste momento em que acabo estas palavras... Talvez mais logo outra música se sinta.

07 agosto 2007

Les Veilles des Vacances

Quand je me dispose à laisser à l'environnement des jours toute les année, parmi le mouvement des preparativeses et de la méfiance pour oublier quelque chose de indispensable, j'organise les jours de summering mentalement. Puisque la famille n'a pas choisi la destination avant, nous irons passer aux jours un le Bragança et Vila Boa et plus tard, en principe, nous voyagerons jusqu'aux Crêtes de L'Europe, c'est-à-dire, du nord de l'Espagne (Astúrias célèbre). Cependant, je vais choisir les lectures pour de nos jours… rien dans spécial, mais très en béton, donc la bibliographie à lire pour le prochain travail est substantielle.
Par rapport aux moments dans Trás-os-Montes deux ou trois de certains choses: beaucoup de repos, beaucoup de visites aux archives de zone - placer par excellence pour lire et étudier, et quelques après-midis et nuits en Vila Boa, centre de mon monde et où pour ces tailles, cycliquement d'année pendant l'année, je vais en trouver de cela que je sais depuis toujours, mais des forces plus grandes et des circonstances de la vie, suis obligé de vivre bien loin. Le village rétablit… est asse'à marcher un minute pour ses rues, pour percevoir que c'est mois d'août… cependant, et année après année, je démontre cela chaque fois que je suis ignorant de plus de personnes, principalement nouveau.
Il est temps de trouver vieux connu, des parents et des enfants, des familles, voisin et des amis. Celui est la période de sa réintégration dans le groupe qui, obstinément et l'eternum d'annonce, veut appartenir. Moi aussi et sans doutes… bien qu'à plus apprécier le calme et la tranquilité que le village me fournit en mois restants de l'année.
Pour savoir et percevoir la motivation et la volonté de ces autres, au Portugal, connu pour des avecs, que nous elles sommes égaux, bien que les différences relatives, elles je consacrent ces mots, ainsi écrit dans le Français.
Jusqu'à déjà et toujours.