26 junho 2011

inutilizado magalhães

Até poderia já ter escrito este texto há algum tempo, mas preferi aguardar pelo final do ano lectivo para o fazer. Quando foi lançado o projecto nacional e.escolinhas, materializado através da distribuição de computadores Magalhães por todos os alunos do primeiro ciclo do ensino básico, fui um dos que achei muito interessante a ideia e a intensão do ministério, tendo mesmo chegado a escrever sobre isso. A minha filha mais velha foi uma das primeiras contempladas com um desses computadores... estava ela no início do 2º período e nós no início de 2009. Paguei a módica quantia de 50 euros pelo equipamento. A miúda gostou muito do novo brinquedo e utilizou-o muito nos primeiros meses, em casa para brincar e navegar na internet. Nunca até ao final deste ano lectivo, em que ela terminou o 4º ano do ensino básico, os seus professores lhe solicitaram que levasse o portátil para a sala de aulas e jamais foi utilizado para qualquer actividade lectiva ou não-lectiva na escola ou em casa. Foi, portanto, um projecto falhado e sem qualquer utilidade pedagógica e que mais não terá servido do que para a propaganda do então governo e para satisfazer algumas clientelas empresariais. Sobrou cá em casa um net-pc sem qualquer utilidade, que mesmo a criança já não usa, pois não satisfaz as suas necessidades. Guardado está à espera que o mais novo, um dia, reclame o seu próprio computador. Apesar de tudo, foi um bom investimento familiar.

24 junho 2011

dialéctica via sms

aluna - Olá Professor, sou uma aluna de farmácia. Gostaria de saber o que é para fazer na actividade do diário de bordo, nós temos de fazer alguma crítica ao texto?
professor - Têm que fazer uma leitura crítica e o exercício...
aluna - Mas o que entende por leitura crítica?

22 junho 2011

ideia bonita em arte...

"Torre de Babel" da artista Marta Minujin, instalação em Buenos Aires coberta com 30 mil livros escritos em diversas línguas e dialectos. Bonito.

21 junho 2011

presentes que são sempre saborosos...


...agradecido.

trabalho de campo

Nestes três primeiros dias desta semana tenho cerca de setenta alunos a realizar trabalho de campo no concelho de Vila Nova de Gaia e eu tenho-os acompanhado. São sempre dias difíceis e cansativos, mas são igualmente dias alegres. No meio de toda a agitação e de todo o stress do trânsito, dou comigo a reviver velhos tempos de trabalho na domp. Permanentemente ao telefone e tentando encontrar os alunos em cada esquina de lugares desconhecidos, labirinticos e confusos... hoje uma tarefa bem mais simplificada pelo auxílio da tecnologia do GPS - ela própria uma excelente ferramenta para o trabalho de campo antropológico - não posso deixar de admitir que gosto dessas sensações e de todo esse ambiente. Realmente fazer trabalho de campo (sempre antropológico) é bom; poder ensinar os métodos, as técnicas e as ferramentas que nos podem equipar para o terreno é excelente; poder levar jovens alunos, acabados de sair do "infantário" e mostrar-lhes a praxis é do melhor. Mesmo.

16 junho 2011

discurso do medo

Da reflexão que tenho feito acerca do resultado das eleições legislativas de 5 de Junho, sobressai a ideia de que quem ganhou foi o discurso do medo. Para além de todas as leituras partidárias que já foram produzidas e de todas as leituras políticas que estão ainda a ser manifestadas, irei aqui reflectir em "voz alta" acerca da representações sociais e simbólicas desse discurso medroso (sim, também merdoso...).
Pressupostos:
a) Parte considerável da população portuguesa vive directa ou inderectamente dependente do Estado e suas participações, sejam funcionários públicos, pensionistas e reformados, estudantes, forças armadas, etc.;
b) Os dados tornados públicos relativos ao endividamento dos portugueses e das famílias portuguesas, demonstram uma forte apetência para comprarem dinheiro e se endividarem por períodos consideráveis;
c) O crédito mal parado tem vindo a crescer nos últimos anos, demonstrando a falta de capacidade (vontade) dos portugueses para cumprirem os seus compromissos;
d) Mesmo num péssimo contexto económico, muitos portugueses teimam em endividar-se para adquirirem tudo e o mais insignificante;
Tendo como aceitáveis e verosímeis estes pressupostos relativos à caracterização da sociedade portuguesa, e recordando os diferentes discursos produzidos pelos diferentes partidos, parece-me mais do que lógico e evidente que os portugueses, enquanto eleitores, aderiram rapidamente ao discurso daqueles que garantiram que, pelo menos a curto prazo, não iria faltar o dinheiro para as suas pensões e ordenados. Saber quem vai pagar os juros e que juros se vão pagar, não interessa aos portugueses, pois estão já habituados a pagar juros até para comer e vestir e, também, estão já habituados a pedir dinheiro e a não pagá-lo. Considero que é uma atitude mais do que legítima e que os partidos vencedores souberam aproveitar essa pressão, real ou não, mas que acabou por espelhar as necessidades imediatas dos portugueses, logo, tornou-se proveitosa eleitoralmente. Aqueles que teimaram em enfatizar a questão dos juros agiotas e a ocupação ilegítima das instâncias estrangeiras, foram totalmente derrotados.
Por fim, afirmar a minha total discordância pela centralidade e importância concedida à economia e à finança. Nestes últimos meses, anos, nada existe para além dessas duas grandes ciências exactas - grande ironia... "exactas". Erradamente a dimensão humanista desapareceu da praxis político-partidária. A política e os partidos foram colonizados por tais especialistas e depois, quando a coisa corre mal, é o medo. Medricas.

13 junho 2011

a tempestade perfeita

Não sou nada dado a estas questões da macro-economia e da macro-finança, mas hoje, enquanto viajava no meu carro, ouvi na rádio que o "guru" da economia mundial, Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova Iorque e que foi um dos poucos a prever a crise financeira de 2007-2009, defende que estão criadas as condições para termos a tempestade perfeita em 2013. Isto claro, referindo-se à bancarrota do sistema financeiro e económico actual. Roubini diz que não acredita que os planos dos Estados para salvarem os sistemas bancários resolva a situação, pois esses planos são delineados pelos banqueiros e gestores desses mesmos bancos e segundo os seus interesses muito particulares e os dos seus accionistas. Assim, não adianta os Estados injectarem dinheiro sem fim no sistema bancário, pois ele não vai servir para mais nada a não ser para recompensar os prejuízos de apenas alguns. Primeiro, defende o professor, seria necessário sanear as administrações dos bancos, responsabilizá-las e puni-las. Estaremos então a viver a maior recessão económica das nossas vidas e as soluções apresentadas só virão agravar ainda mais a situação de cada Estado e de cada contribuinte. Em causa estará o fim do próprio paradigma capitalista. Se assim será ou não, não sei, nem estou habilitado para o vir a saber. Custa-me saber que isso possa ser verdade e os nossos governantes em vez de arrepiarem caminho, preferem caminhar para o centro da tempestade. É pena.

12 junho 2011

devir histórico

Olho para as nossas crianças e revejo-nos a todos, há cinco, há dez, há vinte e até mais anos atrás. Quem nesse tempo diria o que haveria de vir? Que alegria termos todos chegado até aqui. Muitos poderão dizer que é a vida e que nada de novo, que apenas estaremos a cumprir o nosso devir... Verdade, mas isso, o que já me foi permitido viver, reflecte-se agora naqueles que conseguimos conceber. O que resta, não sei, nem sequer consigo alcançar o que poderemos ainda conviver e partilhar. Sei que vos quero continuar a sentir bem perto de mim: poder falar-vos, poder tocar-vos. E sempre sem pressa, continuemos.

sem mudar nada...

09 junho 2011

solilóquio

Muito provavelmente não entenderão estas palavras, mas garanto que nos próximos dias poderão percebê-las: Não sei que fado é este do BE com os seus independentes!?... Já são casos a mais... e nenhum deles resulta... será legitimo perguntar porquê.

08 junho 2011

educação ou a falta dela...

Não vou escrever sobre Antropologia, mas vou referir-me à sala de aulas. Desde 1999 que frequento, ainda que intermitentemente ou a espaços, o ambiente de sala de aulas e, portanto, estou bem ambientado com as diferenças geracionais, naquilo que diz respeito às atitudes e aos modos. Que os alunos me tratem por "stôr" eu posso tolerar, pois afinal são miúdos que ainda agora saíram do Secundário, mas aquilo que me tem custado e muito, é o facto de esses mesmos alunos entrarem e saírem da sala de aulas sem pronunciarem uma única palavra ao seu professor. Claro que há uma ou outra excepção.
Bem sei que com o "formato Bolonha" tornou-se facultativa a assistência às aulas teóricas, mas esta atitude nada tem a ver com Bolonha, é pura e simplesmente uma questão de educação. Mas onde é que eu conseguia entrar e sair de uma sala de aulas sem pedir licença ou pedir para sair!?... Não quero sequer imaginar que os meus filhos possam um dia assim fazer...
Curiosidade e que reforça este meu sentimento, foi a consideração de uma aluna, que num exercício de observação - sobre o facto ou elemento mais estranho observado no intervalo - referiu a atitude do professor, que ao chegar a uma porta, abriu-a e deixou passar todas as alunas à sua frente... Disse ela que achou estranho, pois não está habituada a esse tipo de comportamento (!?).
É, na verdade, uma questão de educação ou da falta dela...

07 junho 2011

dialécticas

As agora denominadas unidades curriculares, que eram no meu tempo reconhecidas como cadeiras ou disciplinas, que lecciono são fortemente constituídas por conceitos e matérias antropológicas, tanto nas aulas teóricas como nas aulas práticas (trabalho de campo), o que faz com que me sinta motivado e entusiasmado para cada uma das aulas, que me entusiasme na conversação e na apresentação dos variados assuntos. No entanto, do ponto de vista dos meus interlocutores, que da Antropologia praticamente nunca ouviram relato, o que mais querem e gostam é distância. E vê-los ali à minha frente a ouvirem-me, cada expressão facial deles é um vazio de desencontro de interesses. Percebo nas suas expressões a estranheza perante alguém que se apresenta como antropocoiso e que fala, entusiasmado, sobre assuntos que jamais eles vão querer saber ou sequer conhecer. A verdade é que me sinto bem, confortável e elogiado perante esse incomodo deles.

este mês mais tarde do que o habitual...

03 junho 2011

declaração de voto

Sendo o último dia em que nos é permitido manifestar o nosso sentido de voto, aqui fica a declaração antecipada ao voto: Vou votar em João Semedo, Catarina Martins e José Soeiro. Para eleger os três, no mínimo.

ideias soltas a propósito da campanha eleitoral

Desde o momento que se soube a data destas eleições legislativas que eu disse que era uma péssima altura para acontecerem. Sei lá, algo me dizia que não era bom irmos para eleições nesta altura. Enfim, aconteceu e agora chegamos ao último dia de campanha. Se correu bem ou não, dependerá sempre da perspectiva, mas em termos gerais, não me parece que tenha sido sequer uma campanha esclarecedora. Falou-se de tudo e não se falou de nada. Pareceu-me um delírio colectivo dos partidos e, principalmente, da comunicação social que insistiu em transmitir momentos de autêntico vazio informativo, reforçando assim, a importância desse devaneio dos principais partidos e seus líderes. Falar das sondagens e dos números apresentados ao longo destes dias é também falar de um estado alterado de consciência, pois não me parece que no dia 5 o resultado das eleições sequer se aproxime de muitas das previsões. Pensar que o PS possa ganhar as eleições é delírio, pensar que o CDS possa chegar aos 15 % ou mais é delírio, pensar que o BE possa ter 4 % ou menos é delírio. O PSD vai ganhar confortavelmente e vai formar governo. Pena tenho que leve consigo o CDS e Paulo Portas, que não fez mais do que andar de pés em bico o tempo todo, dizendo que é sério, é trabalhador e que, acima de tudo, os portugueses devem premiar o mérito. O que é isso do mérito em política!? O que fez ele de meritório a não ser ter contribuido para estarmos como estamos?
Entretanto, as sondagens dão ao meu espaço político não mais de 6 a 7 %. Parece-me pouco, muito pouco. Por outro lado, e não tendo eu praticamente participado na campanha, aquilo que fui apreciando foi um partido sem ânimo, sem grande vivacidade, tão característico em momentos anteriores. Parecem-me derrotados à partida e isso é mau, muito mau. Espero estar enganado, muito enganado, mas temo muito o resultado da noite de Domingo. Gostaria aqui de dizer que espero e conto com um reforço da votação e da representação no parlamento, mas não acredito nisso, nem me parece razoável dizê-lo. Veremos. Foram umas eleições tristes e pouco saudáveis, bem sintomáticas do estado actual da nossa sociedade.

01 junho 2011

prémio príncipe das astúrias das letras

O prémio Príncipe das Astúrias das letras em 2011 foi atribuido ao grande e universal poeta Leonard Cohen, que se estreou em 1956 com o livro "Let us compare mythologies". Muito bem escolhido.

30 maio 2011

cidadãos soberanos

Uma noite destas, enquanto preparava aulas, tendo a TV ligada na SICN, pude assistir ao programa 60 minutos da CBS. Uma das reportagens era sobre os "Cidadãos Soberanos" Americanos e eu, não tendo qualquer referência sobre o assunto, fiquei curioso. Afinal o que são esses cidadãos soberanos? Pelo que pude compreender, são indivíduos que se consideram tão ou mais soberanos do que o Estado e seus representantes, ou seja, consideram-se no direito e no dever de andar armados e não respeitar as instituições do Estado, não pagam impostos, nem respeitam os políticos eleitos democraticamente. Aliás, um dos seus objectivos é abater a classe política. Sem qualquer tipo de organização militante, têm lideranças carismáticas por todo o país. Têm programas de rádio, páginas e blogues na internet por onde divulgam e difundem o seu ideário. Fiquei impressionadíssimo com a frieza e a gravidade com que alguns dos líderes entrevistados defendem suas ideias. Fiquei assustado só com a ideia da sua existência. Mesmo sabendo que os EUA são uma sociedade heterogénea e cheia de contrastes e contradições, não posso deixar de manifestar o meu desassossego e inquietação pelo perigo que representam para a nossa civilização estes radicalismos ou anarquismos. Eu que até tolero alguma agitação social, alguma resistência social perante o Estado e seus representantes, como forma de manifestação e, de alguma forma, equilibrio de poder sobre o Estado e suas instituições, não posso deixar de repudiar tais comportamentos e de manifestar o desprezo por tal ignomínia.

27 maio 2011

da feira do livro do porto e de dias anteriores...

- Pinto, Fernão Mendes (2001), Peregrinação (1º volume), Lisboa, Relógio D'Água;
- Pinto, Fernão Mendes (2001), Peregrinação (2º volume), Lisboa, Relógio D'Água;
- Magalhães, Pedro (2011), Sondagens, Eleições e Opinião Pública, Lisboa, Fundação Francisco Manuel dos Santos;
- Rensch, Bernhard (1965), Homo Sapiens de animal a semideus, Lisboa, Editorial Presença;
- Trabant, Jürgen (1976), Elementos de Semiótica, Lisboa, Editorial Presença;
- Groethuysen, Bernard (1988), Antropologia Filosófica, Lisboa, Editorial Presença;
- Pitta e Cunha, Tiago (2011), Portugal e o Mar, Lisboa, Fundação Francisco Manuel dos Santos;
- Sousa, Luís de (2011), Corrupção, Lisboa, Fundação Francisco Manuel dos Santos;
- Marques, Sibila (2011), Discriminação da Terceira Idade, Lisboa, Fundação Francisco Manuel dos Santos;
- Bento, Vítor (2011), Economia, Moral e Política, Lisboa, Fundação Francisco Manuel dos Santos;
- Fiolhais, Carlos (2011), A Ciência em Portugal, Lisboa, Fundação Francisco Manuel dos Santos;  

azeiteiro do futebol

É ele, todo ele transpira azeiteirice.
Esperei pelo final da época futebolística para escrever estas palavras. Bem sabem que não costumo, aqui, dedicar qualquer atenção às coisas da bola. Aliás, não me recordo sequer de o ter feito... Mas faço-o agora também porque não considero que aquilo a que me proponho, se trate propriamente de bola. Quero sim falar desse expoente máximo do futebolês da nossa praça.
Jorge Jesus foi campeão nacional com o Benfica na época anterior (2009/10) e desde então não deixou, a cada oportunidade que teve, de passear e demonstrar a sua condição e o seu carácter, que para já me abstenho de qualificar. Sempre que o vejo e ouço, não me consigo afastar da memória de uma famosa entrevista que deu a um canal de televisão, antes do início desta época, onde afirmava que não duvidava que seria novamente campeão nacional, que iria lutar pela vitória na Liga dos Campeões e que não acreditava na juventude de um tal de André Villasboas. Pois bem.
Sempre considerei que o mundo do futebol era constituído por gente pouco qualificada, ou dito de outra forma, sempre achei que o futebol era um mundo centrífogo para a iliteracia, para a ignorância e para o analfabetismo e, salvo raras excepções, o estereótipo do futeboleiro nacional é mesmo esse. Por outro lado, nunca gostei do futebol enquanto objecto de grande cientificidade, nem dos doutos oportunistas que, percebendo os défices reflexivos, verborreiam toda a pseudo-parafernália acerca disto e daquilo. O futebol é, assim, paixão, irracionalidade, abstracção e desqualificação e, nesta ordem de ideias, consigo enquadrar, consigo perceber o lugar de Jorge Jesus nesse universo.
Quando o vejo, em plena acção - nos treinos e nos jogos, nas conferências de impensa e nas entrevistas rápidas a mascar pastilha-elástica de boca aberta, como se não houvesse amanhã; ou quando o vejo com despeito acenar aos adversários com os dedos no ar, indicando o número de golos marcados por sua equipa, consigo entender de que massa é feita esse "grande estratega da bola"; consigo perceber o nível e a elevação do seu carácter. Sempre que o ouço, pergunto-me: não haverá ninguém da sua confiança ou relação que o aconselhe a falar menos e a utilizar apenas o vocabulário rudimentar que conhece e a não se aventurar por étimos, expressões e construções frásicas por ele jamais experimentadas!? É que chega a dar pena...
Por favor, há instituições próprias e especializadas em qualificar adultos, por exemplo as Novas Oportunidades, onde aliás, ele já está inserido, numa iniciativa de Luís Filipe Vieira para a próxima época... veremos. Na verdade, o que penso é que este futeboleiro nunca imaginou que um dia poderia ser um treinador campeão nacional. No dia em que, por artes mágicas, isso aconteceu, pensou-se no topo do mundo. Desde aí, esse mesmo mundo encarregou-se de lhe fugir e ele, incrédulo, nem sequer percebeu o que lhe sucedia.
Desconfio, e digo-o com apreensão, que ele ainda será treinador do Futebol Clube do Porto e, portanto, talvez seja melhor não abusar nas adjectivações. Mas que é o tipo azeiteiro da bola, lá isso é.

26 maio 2011

a importância do fogo

Inserido no programa de Antropossociologia, hoje foi dia de falar na evolução da espécie humana e das suas grandes fases. Nesse contexto levei para a aula este filme de 1981, que retrata o encontro civilizacional entre algumas das espécies que fazem parte da nossa árvore genealógica, nomeadamente o Australopitecus, o Homo Habilis e o Homo Erectus. Experimentando um ambiente muito competitivo carregado de brutalidade pela sobrevivência, o filme procura demonstrar a importância do fogo e do seu domínio para a sobrevivência dos indivíduos e dos grupos. Apesar das reservas, os alunos reagiram bem e quiseram ficar até ao fim...