Aproveito este momento de tributo globalizado a Nelson Mandela para trazer aqui uma música dos U2 que tenho ouvido nas rádios. Pelos vistos essa música faz parte do novo filme sobre a vida do líder Sul Africano. Fui um jovem apreciador da banda de Bono e durante anos, os seus discos fizeram-me companhia diversa. Recordo que o primeiro álbum que andou lá por casa em 1987, ainda em vinil, foi o The Joshua Tree e que tocou, tocou e tocou ao ponto de ainda hoje saber quase de cor as letras das músicas desse disco. A partir daí e com o advento do CD, fui comprando os seus discos desde o início da sua carreira e até ao Zooropa, cuja sonoridade já se me apresentou muito estranha. Guardei esses discos até hoje e, muito de quando em vez, regresso a eles. Mas não mais comprei música de U2. Fui acompanhando a sua evolução, as suas performances e as suas intervenções cívicas, mas a arte deles deixou de me cativar. Agora, ao ouvir este tema, para além da mensagem, há algo que me remete para os seus primeiros sons e me cativa os sentidos. Não consigo, ainda, identificar esses pormenores, mas posso dizer que gosto muito do som de Ordinary Love.
---------"Viajar, ou mesmo viver, sem tirar notas é uma irresponsabilidade..." Franz Kafka (1911)--------- Ouvir, ler e escrever. Falar, contar e descrever. O prazer de viver. Assim partilho minha visão do mundo. [blogue escrito, propositadamente, sem abrigo e contra, declaradamente, o novo Acordo Ortográfico]
09 dezembro 2013
dilema
"Que fez Deus antes de criar o Universo? Antes de criar os Céus e a Terra, criou o Inferno para quem faz perguntas como essa."
Santo Agostinho.
05 dezembro 2013
19 novembro 2013
14 novembro 2013
instante urbano XXIV
Hoje pela primeira vez entrei na loja "A Vida Portuguesa" no Porto, sito na esquina da Rua das Carmelitas e da Rua Galeria de Paris, e confesso-me desiludido. Também não tinha qualquer tipo de expectativa a não ser o seu reconhecimento público, publicado e mediático. Pensei que poderia ser surpreendido com artigos esquecidos pelo tempo, mas daquilo que pude ver apenas uma ou outra marca me activou os sensores da memória. Para além de um interessante leque de produtos alimentares com tradição em Portugal e da famosa pasta medicinal Couto, tudo o resto são lugares-comuns vintage que poderemos encontrar em tantos outros locais - feiras, comércio tradicional, arraiais, etc. Toda essa parafernália espalhada por dois amplos pisos e com uma imponente escadaria interior de ligação. Um espaço bonito para muita pouca coisa. O que terá existido lá anteriormente? Foram preservados alguns pormenores muito interessantes dessa outra vivência.
Saí de lá com aquela sensação de que alguém, não por acaso ser quem é, criou um conceito e por incrível que me pareça, conseguiu vendê-lo.
13 novembro 2013
mediascape: empreendedorismo
"Estamos muito apostados em constituir uma forte rede mentores"
O Ministro da Economia, António Pires de Lima, defendeu ontem na Assembleia da República que os alunos do ensino obrigatório deveriam ter uma disciplina chamada "empreendedorismo", afirmando que os jovens desde cedo devem ter conhecimentos que lhes permitam vir a ser empreendedores no futuro e permita ao Estado criar uma rede futura de empreendedorismo. O Ministro adiantou ainda que está em contacto com o Ministério da Educação na elaboração desse projecto. Não percebo muito bem o alcance do projecto, mas naquilo que a minha inteligência pode alcançar, parece-me uma parvoíce. Então anda o Estado há tantos anos (décadas) a esvaziar a Escola de matérias, de disciplinas e de tempos horários de determinados campos do saber e agora vem um ministro tecnocrata e CEO de empresas, clubes, associações, tascos e arredores, defender a introdução dessa disciplina!? O que se pretende com esse "Empreendedorismo"? Os miúdos vão aprender o quê? Como se junta dinheiro? Como se especula no mercado? Como se constitui uma sociedade por quotas ou anónima? Como se consegue o lucro? Enfim, uma ideia difusa, quando se sabe que muitos desses miúdos vão para a escola com fome e sem condições mínimas para conseguirem sucesso escolar. Querem transformar os miúdos de hoje, homens de amanhã sem conteúdo, sem conhecimentos abstractos, sem cultura, sem formação e unicamente interessados no dinheiro, no lucro e na especulação. Depois do impulso jovem, agora o empreendedorismo jovem, como se fosse possível transformar todas as crianças e jovens em empreendedores, em empresários, em mentores de grandes e lucrativos negócios. Não acredito, não vai acontecer, nem quero isso para as gerações que aí virão. Gostava sim que tivessem a liberdade de aprender aquilo que gostam, aquilo para o qual sentem vocação. Gostaria que a escola pública oferecesse conteúdos curriculares diversificados e com qualidade. Gostaria que os nossos filhos pudessem, caso assim entendessem, conhecer o Latim, o Grego, a Filosofia, o Direito, a Sociologia, a Antropologia. A condição de cidadão não se resume ao benefício da economia.
Etiquetas:
actualidades
04 novembro 2013
souto do vale
Num lugar inclinado e encosta de monte, perdido no meio de vegetação selvagem que vai vingando, encontra-se um pedaço de terra que nos calhou nas partilhas daqueles que nos antecederam. Terra fértil mas mal tratada, sem grande atenção ou cuidado, vai sendo mantida única e exclusivamente para dar chão aos portentosos castanheiros que ali habitam. É o pai que, por enquanto, se responsabiliza por tratar desse chão - entre outras tarefas, roçar silvas, mandar lavrar, enxertar as árvores, podá-las. Mas chega esta altura do ano, a dos santos todos e dos mortos, e lá vamos todos, ou quase todos, visitar essa terra e roubar-lhe as saborosas castanhas que lá crescem. Um dia ou dois de apanha, tarefa ingrata e cansativa para os adultos, mas momento de aventura e descoberta para as crianças, e lá regressamos nós à cidade derreados pelo peso do "ouro" transmontano.
Souto é um conjunto de castanheiros, Vale é nome de família local. Souto do Vale é topónimo do termo da aldeia. Pena é que nem todos os castanheiros aí existentes sejam do Vale.
Souto é um conjunto de castanheiros, Vale é nome de família local. Souto do Vale é topónimo do termo da aldeia. Pena é que nem todos os castanheiros aí existentes sejam do Vale.
banalização do mal
A banalização do mal é a ideia central do pensamento de Hannah Arendt, filósofa alemã e judia que, fugindo do nazismo, se radicou nos EUA. Proeminente pensadora do século XX, discípula de Martin Heidegger, foi enviada pelo The New Yorker a Israel para cobrir o julgamento de Adolf Eichmann, dirigente nazi que fugira para a Argentina e que os serviços secretos de Israel encontraram. Durante esse julgamento Hannah Arendt percebe como esse destacado membro do aparelho nazi não passava de um "ignorante" que não fazia mais do que obedecer a ordens e a leís. É partir desse momento que ela desenvolve o conceito da banalização do mal e o apresenta nos cinco artigos que escreve no jornal. Com isso e com a denuncia de que alguns membros das comunidades judaicas teriam sido coniventes com os nazis, a filósofa consegue provocar uma tempestade à sua volta e a indignação dos judeus. É esse período histórico e esse episódio em particular que podemos ver retratados no filme agora em cartaz. Muito interessante. Um filme que aconselho, numa sala vazia perto de si...
22 outubro 2013
21 outubro 2013
ecfrase evidente ou oculta?
Aqui há tempos um intelectual amigo enviou-me esta imagem, desafiando-me para fazer uma leitura antropológica, iconológica ou iconográfica, ou aquilo que eu bem entendesse. Guardei a imagem e hoje lembrei-me dela. A propósito de tudo e a propósito de nada, enquanto mastigava o livro de Umberto Eco (2005), "Dizer quase a mesma coisa sobre a tradução", fui buscar esta Ceia dos Caretos, obra original de Luís Calheiros. Relação entre as duas obras, nenhuma, mas a alegoria desta última ceia com estes fantásticos convivas remete-me para a realidade que experimentamos: Enquanto quase todos sofrem, uma dúzia de convivas banqueteiam-se nas gorduras do estado e fazem-no alegremente e mascarando interesses, por hora, ocultos.
A minha dúvida em relação ao título deste texto refere-se, essencialmente, à tipologia adequada, pois se a ecfrase evidente ou clássica pretende ser uma tradução verbal de uma obra visual já conhecida ou que se tenciona tornar conhecida, a ecfrase oculta apresenta-se como dispositivo verbal que pretende evocar na mente de quem lê uma visão, o mais precisa possível.
15 outubro 2013
mediascape: a liquefação do estado
A propósito desta notícia do Expresso que refere que a manutenção do ministro dos Negócios Estrangeiros no cargo já é mote para apostas em sítios especializados na internet, facto devidamente enquadrado na actualidade nacional, socorro-me de Zigmun Bauman (2005), que a propósito das questões de identidade afirma que assistimos à passagem dum estado sólido a um estado líquido da identidade. Pois parece-me mais do que razoável a analogia com o actual estado das nossas instituições de poder. Em Portugal assistimos, nos últimos anos e com maior incidência no passado recente, à total liquefação das instituições de poder e representação, governadas, dirigidas e coordenadas por agentes que estão num grau zero de governança e de respeitabilidade. Bauman fundamenta o seu pensamento: “A principal força motora por trás desse processo tem sido desde o princípio a acelerada «liquefação» das estruturas e instituições sociais. Estamos passando da fase «sólida» da modernidade para a fase «fluída». E os «fluídos» são assim chamados porque não conseguem manter a forma por muito tempo e, a menos que sejam derramados num recipiente apertado, continuam mudando de forma sob a influência até mesmo das menores forças”.
Nota de rodapé: como é oportuna e adequada a referência "até mesmo das menores forças"...
Etiquetas:
actualidades
14 outubro 2013
notas de um bloco
(reflexão a propósito da actualidade de um partido de esquerda)
Em democracia não pode haver só vencedores. Há sempre os vencidos. É nesta condição de vencido que o Bloco de Esquerda (BE) se encontra desde 29 de Setembro. Isso por si só não é grave, pois essa mesma democracia se encarregará de alterar os dados do jogo, assim queira o BE.
O BE foi, a par do PSD, o grande derrotado destas eleições autárquicas. Ninguém, dentro ou fora do movimento, terá dúvidas em relação a isto. Por isso mesmo, as primeiras reacções da nossa coordenação política foram tão disparatadas. Perante tamanho rombo nos votos, na percentagem e nos mandatos autárquicos, João Semedo vem a público rejubilar com a tremenda derrota da direita e do governo. Errado. Senti-me envergonhado. Primeiro teria que reconhecer e voltar a reconhecer os péssimos resultados do BE e só depois, em nota de fim de página, então mostrar satisfação pela penalização que os portugueses infligiram ao PSD. Mas mesmo assim, todos conseguiram vencer autarquias, uns mais outros menos, e o BE nada.
A frustração é enorme, por várias razões, mas desde logo, porque este foi o primeiro momento em que os eleitores poderiam ter denunciado a governação da troika e dos partidos nacionais que a suportam. Mas assim não fizeram e depositaram o seu voto, a sua confiança nos mesmos partidos. Não percebo, mas não enjeito uma leitura: é que essa votação e na actual conjuntura só vem realçar a inutilidade do discurso do BE e dos demais partidos anti-troika. As pessoas assim querem, assim o merecem, assim o terão. Afinal de contas o que andamos a fazer e a dizer?! As pessoas não acreditam na nossa mensagem, ou pura e simplesmente já não nos ouvem. De que serve haver descontentamento, indignação e repulsa pelo que o governo e seus partidos andam a fazer, se depois esses sentimentos não se transformam em votos no BE? Os portugueses acharam melhor votar em branco ou nulo do que no BE. Mau demais.
Outra das causas para esta frustração é a teimosia do BE em querer apresentar candidatos autárquicos em toda e qualquer esquina deste país. Está errado e passo a explicar porquê:
- É sempre a mesma correria, o mesmo frenesim para os funcionários do BE, a contactar, a cooptar, a recrutar, a organizar, a convencer nomes e listas, nos meses que antecedem cada acto eleitoral autárquico. A culpa não é deles, apenas dão seguimento àquilo que são as directivas vindas de Lisboa;
- Aceitação de indivíduos desconhecidos e sem passado conhecido de intervenção ou activismo de esquerda, cívico, associativo ou político;
- A verificação da inexistência de quadros políticos com formação em grande parte das estruturas locais e regionais;
- A incapacidade de gerar sinergias, ou compromissos, ou entendimentos com outras forças políticas, ou com movimentos de cidadãos independentes, apartidários ou meramente comprometidos civicamente;
- A constatação da desqualificação daqueles que se propõem ou ambicionam ser candidatos do BE;
- A inexistência de uma estrutura - orgânica, humana e logística - capaz de suportar tantas candidaturas. Com diferentes características, recursos e pessoas, cada candidatura local tem as suas idiossincrasias e especificidades que os serviços centrais jamais alcançaram, conheceram ou compreenderam;
- Tal como defendi e disse em 2005, tal como reforcei a ideia em 2009 e agora voltei a relembrar, não podemos, não devemos ter candidatos às autarquias que não tragam consigo mais valias políticas, capacidades crítica e de projecto, reconhecimento público. Não podemos, mesmo, ter candidatos a merecerem a confiança de 10, 20 ou 30 eleitores. É preferível ficar quieto, quedo e mudo. Será sempre preferível, porque menor danos causará ao partido reconhecer incapacidade de apresentar candidaturas por todo o país. Não poderemos continuar expostos a estas cíclicas humilhações;
Bem sabemos que é sempre depois dos erros, que se dão os maiores e melhores passos. Contudo, receio é que no fim, nada de novo aconteça e tudo fique mais ou menos na mesma. A atitude perceptível é o silêncio, de querer que o tempo se encarregue de ultrapassar este mau momento. Lamento se assim for, pois ao contrário da ilustre sapiência central do BE, as eleições locais são muito importantes para a capacidade de crescimento e fidelização da base social do partido. E depois convém não esquecer que dentro de meio ano teremos novas eleições, desta vez para o Parlamento Europeu, e infelizmente já não contaremos com o Miguel Portas.
Etiquetas:
autárquicas 2013
10 outubro 2013
de "lei seca" a "malparado"
Eu bem que estranhava o facto de o blogue de Pedro Mexia - Lei Seca - estar inactivo há tanto tempo. Por lá ia passando regularmente para ver se havia novidades e nada, apenas uma publicação impondo a "suspensão" da sua actividade. Deve andar muito ocupado, pensei eu. Afinal ele criou outro blogue e passou a publicar apenas aí, não avisando quem era cliente do Lei Seca. Foi num outro blogue - o Bibliotecário de Babel - que tive conhecimento deste novo sitio, o Malparado. Assim, já o coloquei nos "Atalhos Partilhados" para lá ir amiúde e para quem mais possa querer visitar.
04 outubro 2013
30 setembro 2013
fim de ciclo
Tal como já aqui antevira, não fui eleito para a Assembleia Municipal de Bragança. O desafio adivinhava-se difícil, pois para além da fraca implantação do BE no distrito e no concelho, para além dos mais que certos erros na escolha dos protagonistas e na construção do programa eleitoral, foram cometidos vários erros estratégicos e a conclusão é que a mensagem não passou. Para além de tudo isto ao qual eu, pessoalmente, não refuto ou evito responsabilidades, fomos efectivamente a principal vítima da reforma administrativa das autarquias locais. Em Bragança mas também no restante território nacional. No caso concreto do concelho de Bragança, nunca desde 2005 conseguimos deixar de ser a força política menos votada, por isso com a redução substancial do número de freguesias no concelho, seriamos com naturalidade os primeiros a ser excluídos da Assembleia Municipal.
Estive a representar o BE durante dois mandatos (2005-2013) nessa Assembleia. Foi sem dúvida uma excelente experiência. Gostei realmente daquele ambiente de disputa partidária. Conheci muitas pessoas, das quais ganhei alguns amigos para a vida. Tive acesso a muita informação e a oportunidade de perceber como se gere um município. Fui protagonista inúmeras vezes, privei com pessoas que jamais imaginei conhecer (Adriano Moreira, Manuel Alegre, Vasco Lourenço, Francisco Louçã, entre outros), construí o meu espaço político e de intervenção cívica. Senti e percebi todos os anti-corpos e todas as animosidades que criei nalguns sectores mais reaccionários, mas foi engraçado. Sempre consciente da relação de forças presentes, sempre consciente da minha representatividade e apesar de todo o mundo que me separava de grande parte dos demais, fiz oposição leal e responsável. Agora acabou.
Sem grande precipitação e sem grande pressa, iremos reflectir sobre este resultado. Contudo, e como não poderia deixar de ser, assumirei desde o primeiro momento as minhas responsabilidades políticas. Assim, renunciei já ao mandato enquanto membro da Coordenadora Distrital do BE, assim como renunciei ao meu lugar de membro da Comissão Nacional Autárquica do BE, comissão essa eleita e legitimada pela última Convenção Nacional. Sendo assim, adquiro uma vez mais a condição de militante do movimento. Sempre disposto para novos desafios, sei que em breve eles surgirão.
Etiquetas:
autárquicas 2013
28 setembro 2013
reflexão sobre campanha autárquica em Bragança
É já no remanso do lar que me encontro a escrever estas palavras. Tranquilo e satisfeito pela jornada realizada durante as duas últimas semanas. Percorremos o concelho de lés-a-lés, falando com todos aqueles que nós quiseram ouvir, trocando impressões e ouvindo as opiniões (por vezes desagradáveis) e reclamações dos cidadãos de todas as 114 aldeias que compõem o município. De todas essas conversas, destaco pela positiva o primeiro comício que realizámos no espaço rural. Aconteceu em Gondesende, onde tínhamos cerca de 30 pessoas à nossa espera, onde temos um membro eleito desde 2009 e onde repetimos a candidatura à Assembleia de Freguesia. Temos alguma expectativa quanto a esse resultado. Pela negativa, destaco as frequentes queixas relativas à água e em relação ao saneamento básico, que ainda não cobre a totalidade do concelho. Percebemos, outra vez, que o que as pessoas querem é festa, som, confusão e brindes - e nem importa o quê: canetas, isqueiros, t-shirts, lápis ou canetas, bonés. Qualquer coisa serve, menos ideias e palavras. Aquilo que humildemente teimamos em partilhar é isso mesmo; um programa com ideias e projecto. Infelizmente, mede-se a probabilidade de vitória ou derrota, consoante a dimensão das caravanas de cada partido.
É sempre um prazer viajar tranquilamente pelas estradas e ruas que ligam as nossas aldeias e apreciar as paisagens fabulosas que constituem o nosso território. É sempre um prazer imenso chegar ao final da jornada de cada dia e sentar num e noutro restaurante a saborear as magníficas carnes e o bom vinho. São sempre dias cansativos, mas dos quais guardarei boas recordações. Sem dúvida.
É sempre um prazer viajar tranquilamente pelas estradas e ruas que ligam as nossas aldeias e apreciar as paisagens fabulosas que constituem o nosso território. É sempre um prazer imenso chegar ao final da jornada de cada dia e sentar num e noutro restaurante a saborear as magníficas carnes e o bom vinho. São sempre dias cansativos, mas dos quais guardarei boas recordações. Sem dúvida.
No que à Assembleia Municipal diz respeito, lista que uma vez mais encabeço, a nossa expectativa é podermos manter o mandato que temos já desde 2005. Algo que será desta vez mais complicado, não só pelo sentimento de descrédito que todos os partidos sofrem, como também devido à reforma administrativa das autarquias locais que, no caso de Bragança, fez reduzir de 49 para 39 freguesias. Portanto, precisaremos de mais votos para conseguir cada mandato. Em relação à Câmara Municipal, em consciência não poderemos querer mais do que melhorar a nossa votação, pois a eleição implica uma votação muito acima daquilo que é a nossa possibilidade. Mas esperemos pela justiça dos eleitores.
Pelo que pude perceber durante estes dias de campanha e no terreno, o PSD manterá o domínio na autarquia e isto porque, em minha opinião, o PS não só escolheu o candidato errado e uma lista problemática, como também fez uma campanha errada, tendo apostado nas novas tecnologias e num certo elitismo intelectual - jogos virtuais, facebook, podcast, twitter, etc., assim como uma assessoria de qualidade duvidosa, bem ilustrada pela publicação de sondagens inexistentes e com fichas técnicas cheias de erros técnicos básicos. Foi precisamente esse episódio quem derrotou definitivamente essa candidatura, pois o Jornal Nordeste, na sua edição de 24 deste mês, faz da primeira à última página um cerrado ataque à estratégia escolhida pelo PS. Quero ver qual será a leitura e as respectivas consequências políticas que os seus actuais responsáveis farão dessa derrota que se antevê clara e até, possivelmente, estrondosa.
Mesmo aceitando essa pérola da sabedoria popular que diz que prognósticos só no final do jogo, eu arriscaria dizer que o resultado para a eleição do executivo camarário será o seguinte: PSD 3, PS 2 e Humberto Rocha (independente) 2. A dúvida poderá residir na eleição do segundo vereador do independente ou a eleição do quarto vereador para o PSD e, assim, este partido conseguir a maioria absoluta na vereação.
É com alguma expectativa que aguardo a noite de Domingo, pois para além da relativa incerteza quanto ao resultado final, também o meu futuro próximo estará em jogo. Certo para mim é que o nosso resultado trará inevitavelmente consequências políticas. Cá estarei eu para as assumir.
Pós-texto:
Em jeito de declaração de interesse, manifesto o desejo que o meu amigo Duarte Diz Lopes, coligação PSD/CDS (como custa escrever estas siglas e aceitar a vitória desses partidos) vença em Vinhais e que em Vimioso vença o PS, lista onde habita o meu amigo Paulo Lopes.
Em jeito de declaração de interesse, manifesto o desejo que o meu amigo Duarte Diz Lopes, coligação PSD/CDS (como custa escrever estas siglas e aceitar a vitória desses partidos) vença em Vinhais e que em Vimioso vença o PS, lista onde habita o meu amigo Paulo Lopes.
Etiquetas:
autárquicas 2013
22 setembro 2013
Subscrever:
Mensagens (Atom)






