03 janeiro 2026

a lei do mais forte

Hoje acordei com o eco das notícias da Venezuela. Não sendo propriamente uma surpresa, o incómodo foi imediato e senti-me num mundo mais do que estranho, estúpido. Não nutria, nem nutro, qualquer simpatia para com Maduro e o seu regime autocrático e mafioso, mas também não suporto atitudes imperialistas, de quem tem poder económico e militar, para se impor impune, desta forma ilegítima, perante Estados que, concordemos ou não com os seus regimes, são independentes e têm as suas instituições a funcionar. Aquilo que aconteceu agora na Venezuela é gravíssimo e só possível num mundo que eu prefiro ler como uma distopia da qual iremos, um dia, despertar. Aqui e agora, que é como quem diz, no mundo e em 2026, impera a lei do mais forte. Um sistema-mundo assim, não interessa a ninguém e, a mim, deixa-me prostrado e sem qualquer vontade de reagir. Desligar do mundo é cada vez mais o meu caminho, a minha vontade.

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