25 dezembro 2021

trago-vos de longe

(mensagem de Natal para amigos e amigas)

Bem sei que tudo isto é relativo e muito subjectivo, mas imbuído pelo espírito natalício e porque, ainda aqui há dias fui indagado pela minha filha sobre os meus amigos e as minhas amigas: como os conheci e como se mantiveram? e eu só lhe consegui responder que, apesar de poucos e de caberem nas palmas das minhas mãos, são todos velhos amigos e gosto muito deles, e que apesar de estar disponível, não sinto necessidade de encontrar ou descobrir novas amizades, que quero mesmo é alimentar e manter as que tenho. A amizade é mesmo sentida, de abraço e amor recíproco, trago-vos de longe, muitas delas desde que me conheço e gosto tanto dessa circunstância. Obrigado por isso.
Valadares, 24 Dezembro 2021

23 dezembro 2021

quinze anos depois

(campo do Império de Vila Chã, em Valadares - 16 Dezembro 2021, pelas 23 horas.)

A última vez que pisara um relvado, ainda que sintético, foi algures em 2006, nas vésperas de me ter sido diagnosticado o problema estrutural que me vai acompanhar para o resto dos meus dias e que se manifesta com maior intensidade nos joelhos, ombros, pescoço e dedos das mãos. Desde então, desporto nada, apenas caminhadas e bicicleta. Regressei agora e foi uma festa, pois todos aqueles que participaram neste jogo de velhas guardas - a fotografia assim o comprova - são amigos e conhecidos de longa data, que por diferentes razões também deixaram de jogar há mais ou menos tempo que eu.
Apesar de ter deixado a família apreensiva, senti-me bem e até superei as minhas expectativas, pois pensei que rapidamente me iria cansar. Aquilo que percebi ao voltar a correr atrás da e com a bola, foi o tremendo hiato entre aquilo que o meu cérebro processava com relativa velocidade e, depois, a mais que lenta reacção dos meus músculos cuja inércia, preguiça e amnésia, me levaram ao chão por duas ou três vezes. Adorei e vou regressar. Vamos retomar este encontro semanal já a partir de Janeiro.

(mais gordos e mais grisalhos, eu e dois velhos amigos, um dos quais, sem qualquer razão plausível, pôs-se em bicos de pé para a fotografia)

22 dezembro 2021

de variante em variante

Ao parar para reflectir sobre aquilo que estamos, à cerca de dois anos, a viver, enquanto seres humanos, mas também enquanto comunidades, é cada vez mais nítido que estamos metidos numa grande embrulhada e que não sabemos como resolver, nem como sair desta pandemia.
Como se costuma dizer, eu ainda sou do tempo em que as variantes eram vias que nos serviam nas deambulações quotidianas, pelas quais passávamos sem sequer darmos conta, num trajecto para chegarmos a algures. Agora as variantes são outras e, em vez de nos facilitarem a vida, condicionam severamente a nossa existência. Desde o início desta pandemia já foram nomeadas pelo menos cinco variantes, de origem variada e até aleatória, cujos nomes são escolhidos do alfabeto grego: Alfa (B.1.1.7 do Reino Unido); Beta (B.1.351 da África do Sul); Gama (P.1 do Brasil); Delta (B.1.617.2 da Índia) e, agora, a Omicron (B.1.1.529 da África do Sul).
Cada vez estou mais convencido que esta não é a última das variantes e que ainda estamos longe do fim desta trágica aventura. Sejamos resilientes e responsáveis.

02 dezembro 2021

reunião de antropólogos

Para os interessados e para mais informações clicar aqui.