A primeira volta das eleições presidenciais acabou de acontecer e os dois candidatos que passaram à segunda volta foram António José Seguro e André Ventura. Desde então muito já se disse, muito já se escreveu e ainda mesmo antes da campanha eleitoral para esta segunda volta, o país mediático e publicado está ao rubro com esta nova realidade. De facto, o resultado desta primeira volta proporcionou uma realidade jamais experimentada pela democracia portuguesa. Aquilo que irá acontecer na segunda volta, a 8 de Fevereiro, será o primeiro momento desde o 25 de Abril de 1974 em que os eleitores portugueses irão decidir sobre a sua democracia. Isto é, será o primeiro plebiscito popular para eleger alguém que é defensor do regime democrático ou um aspirante a autocrata que não quer mais do que subverter, minar e destruir a nossa democracia. Será um momento esclarecedor, no qual o dilema é simples, básico, mas crucial para o futuro da nossa vida em sociedade. A 8 de Fevereiro ficaremos a saber quem é democrata e quem nem por isso, quem é saudosista do velho regime ou quem é proto-fascista...
Poderemos, igual e finalmente, perceber a dimensão da vitalidade do nosso regime democrático, agora que passaram cinquenta anos desde o 25 de Abril. Não votar em António José Seguro será admitir a preferência por outros regimes políticos, será subscrever a destruição das instituições do nosso regime, do nosso Estado de direito e democrático.
A 8 de Fevereiro de 2026 não haverá espaço para enganos ou equívocos. Será um verdadeiro teste do algodão.
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