21 novembro 2016

eles não vão comer tudo

Ainda dizem que não há diferenças entre a esquerda e a direita?! A Carris passou a ser da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa a partir de hoje. Aqui está um exemplo paradigmático, a ser reproduzido, daquilo que deveria ser o comportamento, a atitude de um estado responsável e preocupado com o interesse do seu povo. Sim, sim e sim. Se a Carris presta um serviço público de transporte na cidade de Lisboa e arredores, porque não estar na tutela da autarquia, em vez de na mão de um qualquer privado? Se estamos a falar do interesse e da qualidade de vida dos habitantes de uma cidade como Lisboa, só tem que ser a Câmara Municipal a cuidar desses serviços. E não me venham falar do lucro, pois considero que se o serviço tiver qualidade e eficiente não terá que ter, obrigatoriamente, lucro, apenas se exige que seja bem gerido.
E ainda que possam, alguns, advertir para a proximidade das eleições autárquicas e, assim, ser esta uma medida eleitoralista, que seja, que digam, pois há inequivocamente um benefício claro e imediato para os seus utentes. Aliás, as medidas agora anunciadas promoverão a Carris e os seus serviços e atrairão novos utilizadores. Fernando Medina, actual presidente da autarquia alfacinha, anunciou hoje várias medidas e várias alterações que pretende implementar com a sua gestão na Carris. Desde logo a aquisição de 250 novos autocarros e a contratação de 220 motoristas e, depois e principalmente, o passe gratuito para menores de 12 anos e descontos para idosos, entre outras medidas. Palmas, se isto não é serviço público, se isto não é interesse público, então expliquem lá!...
A defesa do interesse da população e não do interesse de uma minoria que está habituada a comer tudo, é a atitude correcta da esquerda em que me incluo e acredito.
Muito bem feito. Muito bem.

6 comentários:

Anónimo disse...

e que paguem os otários com novos impostos. O pessoal de Bragança devem gostar de subsidiar os transportes dos lisboetas e portuenses.

ET disse...

Infelizmente é bem verdade... Não há almoços grátis... Vamos ver de onde virá o dinheiro. Daqui a uns anos voltamos a falar. Pena que já ninguém se lembre depois. E os menores de 12 anos que têm pais que ganham 5.000€/mês? Viva a esquerda! E a direita... Sou apartidário como o autor do Blog bem sabe! Um grande abraço

valedovale disse...

Ao anónimo:
Claro que seria melhor privatizar e dar aquilo que é de todos a uma meia dúzia. Áh, é verdade, com os mesmos impostos ou outros que apareceriam. Aí sim, não éramos otários, os de Bragança, Vila Verde a Buçaco. Nada como os privados a gerir o que foi construído pelo todo. São todos os melhores gestores do mundo e arredores. Para essa paróquia já dei muita esmola, não tenho mais paciência. Nestas coisas, sou holista (procurem o significado, não me apetece explicar).
Ao ET:
Não há qualquer dúvida de onde vem o dinheiro... do Estado e é daí que deve vir, mas tal se por acaso houver lucro, este também deverá ficar no Estado. Simples. Mas reforço a ideia de que, para mim, uma empresa como a Carris ou os STCP não têm que dar lucro, têm apenas que ser bem geridas e prestar o devido, adequado e eficaz serviço público.

Anónimo disse...

O governo transfere para os contribuintes a dívida de 800 milhões de euros da Carris (mais prejuízos transitados de mil milhões) do dia para a noite. Foi para isto que o PS reverteu a privatização da empresa: dá uma ajuda a Medina, nas próximas eleições, e ao próprio governo, que deixa de ter greves assassinas (nem que seja cedendo tudo e mais alguma coisa aos sindicatos) quando menos lhe convier. O problema é o bolso do contribuinte...

Anónimo disse...

Vão duas pessoas a passear pela rua. Uma é de esquerda e o outro é o povo. Passam por um mendigo sem camisa e diz a pessoa da esquerda para o povo:
- Dá-lhe a tua camisa...

Fazer política social com o dinheiro dos outros é fácil.

valedovale disse...

Não é com o dinheiro dos outros, é com o NOSSO dinheiro. Sim, eu quero que o NOSSO dinheiro sirva para isso mesmo, para políticas sociais. Ainda assim não é fácil.
Ainda bem que o PS fez essa e outras reversões. Bem hajam.