Ontem de manhã, ao folhear o jornal Público fixei-me nesta notícia e logo senti um incómodo na tiróide que, foi-se acentuando até se transformar numa forte irritação. É sempre a mesma conversa, sempre um plano inclinado, quando se tem a pretensão de re-educar as massas. Ao abrigo da narrativa eco-sustentável e de combate à crise climática, o discurso repete-se até à náusea: o sistema alimentar global actual é uma das principais causas da crise climática e responsável por milhares de mortes em Portugal... temos que reduzir ou mesmo abandonar o consumo de carnes vermelhas... o seu consumo é claramente excessivo em Portugal, blá, blá, blá...
Mas pior é a sugestão que este especialista em sistemas alimentares, saúde e clima, apresenta para mitigar o referido problema: a adopção da dieta planetária - de base vegetal: fruta, legumes, cereais integrais e leguminosas - e retirar dos menus das cantinas das Escolas Públicas a carne de Vaca (e em que escolas é que ela é comida?!...), pois, segundo afirma, "a mudança não pode ser deixada apenas às escolhas individuais", mas sim, deve ser imposta pelo "saber científico" e pelas elites que tudo podem e a quem não é vedada a escolha das suas dietas. Enfim, mais uma vez, a estratégia proposta é restringir o consumo de carnes vermelhas às classes mais desfavorecidas, para que essa minoria privilegiada possa manter as suas quotas de consumo dessas boas, nutritivas e apetitosas carnes.
Toda esta conversa, relembrou-me a outra luminária que, em tempos, afirmou publicamente que "as pessoas" não podem comer bifes todos os dias...

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