"Ler um livro em papel pode ser um pequeno acto de resistência. Optar pelo livro real ao invés do e-book pode ser bem mais do que um regresso ao passado e transformar-se num manguito digital às editoras que nos nos vendem os livros a nós e nos "vendem" às empresas de marketing - os nossos hábitos, escolhas, preferências. O livro em papel dá-nos sem pedir nada em troca; o livro digital dá-nos, levando tudo o que pode em troca."
António Rodrigues, in jornal Público, 19 Junho 2026.
Assim escreveu hoje o jornalista, numa das suas "4 esquinas". Eu nunca li um e-book (leio, consulto e cito artigos de trabalho em versão pdf no pc, mas ainda assim, normalmente, imprimo esses artigos e só depois leio, rabisco e me sirvo da sua informação), acho até que irei morrer sem nunca ler na íntegra um livro digital. Por resistência, sim, mas também pelo gosto verdadeiro do objecto físico, de o sentir nas mãos, de o ver e cheirar. Sim, irei insistir e permanecer no analógico.
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