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29 outubro 2008

Série Culturas Juvenis

Heavy Metal

Surgiram em Inglaterra, nos meados do anos setenta, como radicalização extremista da ideologia hippie. Conjunção entre sua estética e a música rock dura, ou seja, metal pesado - notória referência ao gosto pelos intensos sons metálicos (eléctricos) produzidos pelos grupos musicais.
Sendo uma das sub-culturas juvenis com maior tradição, é também a mais intergeracional das que se conhecem. Estão muito presentes nas sociedades ocidentais, nomeadamente, nas cidades europeias e em especial nas cidades da provincia e nas classes populares.
Vestindo-se, caracteristicamente, com jeans justos, t-shirts estampadas com idolos musicais e/ou símbolos de morte e casacos de couro com metais cravados, têm por actividades de eleição as saídas de fim-de-semana, os concertos musicais e a cannabis. Por ideologia são anti-militaristas e anti-autoritaristas, sobretudo mais como forma de resistência e insubmissão do que como uma actividade politica. Não apresentam os conceitos claramente desenvolvidos e, para a maioria, trata-se mais de uma utopia ou ideal estético do que uma prática quotidiana.

12 outubro 2008

Série Culturas Juvenis

Hardcores
Com origem nos E.U.A. e nas grandes cidades europeias (Londres, Berlim e Amesterdão) no início dos anos oitenta. Como a própria palavra indica, esta sub-cultura adora as sensações fortes e básicas, como reacção homeopática à dureza da existência metropolitana. A sua principal referência é a música, nomeadamente e como não poderia deixar de ser, o hardcore (uma mistura de heavy metal rápido e punk).
Vestem-se de forma pouco rígida e pouco específica, com prevalência da camisa e da bermuda e botas paramilitares. Contraste entre uma imagem limpa e ordenada e uma actitude e actuação energética e desenfreada.
Este grupo tem por interesses e actividades, os concertos musicais e a informática. São, ideologicamente, apolíticos, individualistas, tendencialmente radicais, ainda que mais em espírito do que na prática. Têm tendências violentas defensivas e adaptáveis, manifestadas sobretudo por acasiões da excitação musical ou das acções nocturnas.
É propício à fragmentação em pequenos grupos, que se reunem apenas por ocasião de acontecimentos especiais.

04 outubro 2008

Série Culturas Juvenis

B-Boys
Com origem espacial nos guetos negros de New York em 1976. O "B" é de Break associado ao Break Dance, uma música que rompia com as melodias anteriores, recompondo-se como fragmento de outras. A dança rompe, também, com o movimento contínuo no espaço, tipico das danças clássicas. Esta ruptura diz respeito, em sentido figurado, à paisagem urbana, cuja marca distintiva são as paredes grafitadas. Vestem-se informalmente, calças e camisa ou bermudas, sapatos desportivos (tipo basket), cabeças rapadas dos lados. Ouvem rap (negro), música ritmada e sintetizada, sons urbanos. Como ideologia, são realistas, preocupam-se com o quotidiano. Actuam de forma territorializada, em grupos muito pequenos e em zonas específicas do território urbano onde pretendem marcar a sua presença. São, normalmente, muito jovens, podendo ter idades desde os 12 a 13 anos.

Tribos Urbanas

O fenómeno das tribos urbanas merece, hoje em dia, uma valorização muito variada, na qual cabem definições tão díspares como jovens violentos, ou conformistas, ou rebeldes românticos, entre outros. Além dos juízos de valor, este texto é o primeiro estudo exaustivo publicado sobre o tema. Tenta dar respostas ao interesse generalizado que a sociedade demonstrou.
Quem são?... O que pensam e como vivem esses milhares de jovens que se juntam em grupos, cujo lema é sempre, a provocação, o excesso e, com frequência, a violência e a auto-destruição?... Que caldo de cultura socio-cultural permite o surgimento e a difusão desses comportamentos e estilos existênciais, que numerosos estudiosos não duvidam em defini-los como neo-tribais? Há ou não precedentes ou semelhanças históricas? Estamos perante um fenómeno em ascensão ou em queda?...
Tribos Urbanas representa um extraordinário esforço de sintese e clarificação acerca dos (pré)conceitos e estereótipos existentes. Desconheço se está já traduzido para português. A versão que me chegou é em Castelhano (original de 1996) e é muito interessante. Servirá de base para a série de postagens sobre culturas juvenis que publicarei.