29 abril 2009

terá que ser sempre assim!?...

Um homem fuma e bebe, não chora nem pede. PAga as contas e verifica o dinheiro. Fecha a porta da casa de banho. Sempre. Compra roupa uma vez por ano. Usa o mesmo tipo de sapatos. Arranja as coisas em casa. Ela procura não pensar em cenários alternativos. Nada de sonhos, nada de fantasias.
Ela sonha com as extensões de cabelo da apresentadora do concurso da televisão; ente as dores da outra que foi trocada pelo marido seis meses depois de um casamento majestoso numa quinta qualquer; comove-se com o nascimento da filha da top-model; tenta imitar a actriz da telenovela da noite; gostaria de vestir, uma vez que fosse, uma peça de lingerie de seda muito fina. Tudo isto acontece na sua cabeça antes de fazer o jantar, as revistas escondidas do olhar dele.
A mesa está posta e ele arrasta-se com o copo na mão até ao sofá gasto.
Excerto de "Fúria" de Patrícia Reis, in O Prazer da Leitura.

o mesmo recreio que eu um dia frequentei


Independentemente de tudo aquilo que poderá estar a correr mal, dos efeitos perversos e de todos os problemas que há para resolver.

23 abril 2009

dos livros e dos direitos de autor é o dia

Apesar de hoje ser notícia que Portugal é o segundo país da Europa onde se lê menos livros e que os dados do último Eurobarómetro indicarem que cerca de 63 por cento dos adultos afirmam que no último mês não pegaram num livro. E os livreiros lusos admitirem que os livros são caros, mas porque não há leitores, hoje é o dia mundial do livro e dos direitos de autor.
Dia este do tamanho do mundo.

Adenda:
Sob o pretexto de poder estar a contribuir para a AMI fui à Fnac buscar

E uma Bertrand estava repleta de crianças, numa qualquer actividade...

22 abril 2009

clara como a água...

É lugar comum falar-se no clientelismo, no compadrio e no caciquismo que enferma as instituições nacionais, nomeadamente as autarquias e demais organismos de dimensão local ou regional. Hoje, ao "desfolhar" os médias regionais transmontanos online, encontrei a prova desse mundo que existe e é bem real, só que nada nem ninguém o consegue destruir ou combater. Como poderão ler nesse texto, os personagens agem impunemente e, ainda por cima, têm a distinta lata de publicamente afirmar que tudo é "transparente", ou seja, o roubo e a trafulhice fazem-ze descontraidamente e sem reservas. Já para mim, trata-se de um caso que de tão caricato roça a pornografia e é, sem qualquer dúvida, um caso de polícia. Vou transcrever a notícia para aqui e sublinhar (a azul) as pérolas...

PSD de Vinhais contra Provedor da Santa Casa
O PSD de Vinhais não está satisfeito com a gestão da Santa Casa da Misericórdia da vila e ameaça mesmo recorrer aos tribunais.
São seis as alegadas irregularidades da Santa Casa da Misericórdia de Vinhais que a concelhia do PSD aponta, num comunicado divulgado ontem.
Carlos Costa, o líder da concelhia laranja em Vinhais, diz mesmo que irá ser apresentada uma “queixa ao ministério público de Vinhais”, que será também enviada ao “secretário de Estado da Segurança Social, que tutela a Misericórdia”.
Carlos Costa aponta “vários factos”, que o PSD “considera ilegalidades. “Há perto de duas décadas que o actual provedor é o mesmo. Eles não aceitam a entrada de novos irmãos. Eu próprio já tentei tornar-me irmão, pagando a tal jóia de 500 euros, aumentada já por eles próprios para evitar que outras pessoas entrassem e lhe retirassem a gestão da Misericórdia”, acusa o presidente da Concelhia do PSD. Mas as críticas de Carlos Costa não se ficam por aqui. “Outra das irregularidades – e no nosso entender uma grande ilegalidade – é o facto de serem os próprios elementos da direcção a fornecer a Santa Casa. Há muitos anos que é assim e nunca ninguém teve a coragem de o denunciar mas entendemos que isto não é correcto”, acrescenta o líder do PSD no concelho.
No mesmo comunicado, a Concelhia do PSD de Vinhais critica ainda aquilo que diz ser “o reduzido número de irmãos” da instituição, a “falta de transparência nos concursos e negócios da Santa Casa e a alegada “desmotivação por parte dos recursos humanos da instituição”. Críticas desvalorizadas e rebatidas por António Alberto, provedor da Santa Casa de Vinhais e, curiosamente, também ele do PSD.
A Misericórdia só está aberta há 18 anos e eu só estou aqui há 14. Não é proibido, desde que os irmãos, em Assembleia Geral, votem em favor disso”, explica, confirmando que membros da Mesa da Assembleia fornecem a Santa Casa, mas “por coincidência”. “São os únicos armazéns de mercearia que há em Vinhais. Não vamos deixar que venham de Mirandela, Bragança ou Chaves fornecer a Misericórdia, se há aqui um armazém que pode fazer isso. As facturas são transparentes”, defende António Alberto.
Sobre a tentativa de se fazer membro da instituição, António Alberto revela uma conversa tida com o presidente da concelhia de Vinhais, na segunda-feira seguinte à Páscoa, onde lhe terá explicado o procedimento. “É inscrever-se, tem de pagar uma jóia e depois será ou não aprovado em direcção. Veio cá na terça-feira, falou com um funcionário que lhe explicou isso mas não se inscreveu”, garante o Provedor.
O presidente da Concelhia de Vinhais do PSD lança ainda um ataque a Américo Pereira, presidente da Câmara, a quem acusa de andar a “oferecer os empregos que serão criados com a Unidade de Cuidados Continuados”, a ser implantada brevemente no concelho.
Em resposta, Américo Pereira confirma parte dessa acusação. “De facto, a Câmara promete que vão ser criados na UCC em Vinhais uma série de empregos, mas nada mais do que isso. E temos muito orgulho em termos conseguido para a vila uma UCC que, para além de satisfazer as necessidades das pessoas, vai criar uma série de postos de trabalho”, explica Américo Pereira, que lamenta, considerando mesmo “um escândalo e uma vergonha”, que Carlos Costa se tenha dirigido “ao Provedor, e tentar negociar com ele determinado número de empregos, querendo uma cota para determinado partido político”.
Já António Alberto diz que estas acusações resultam de algumas dificuldades do PSD em conseguir preencher as listas nalgumas freguesias.

20 abril 2009

colecção formiguinha

Neste fim-de-semana a criança teve trabalhos-de-casa suplementares. Depois de muita insistência da mãe, ela lá acabou por admitir que de um castigo da professora se tratava. Passou o Domingo a fazer uma cópia de uma história completa e nós, como pais e responsáveis, não querendo desautorizar a professora, reforçamos a necessidade de cumprir o castigo. Assim, passámos o dito dia numa luta com a criança para que continuasse a escrever. Um (pai) e outra (mãe) íamos acompanhando a leitura e a cópia, mas acima de tudo estávamos ali para não a deixar desistir. Não que a história fosse longa, mas para uma 2ª classe... Foi penoso até às 23 horas. Hoje, confirmámos junto da Professora o castigo...
Mas o que motivou estas palavras foi a recuperação de algo que estava perdido no báu das minhas memórias, pois a história que a criança teve que copiar para um caderno pertencia à colecção formiguinha da Majora. Mini-Livros que eu quando era criança também tive, li e coleccionei. Naquele tempo adorava essas histórias e, apesar de não me recordar se algum dia as juntei todas, lembro-me de as coleccionar com avidez. Neste tempo e porque fui "obrigado" a ler, não lhe achei grande piada! Mais, utilizam uma linguagem completamente desactualizada, sendo a minha filha um óptimo filtro, pois a cada parágrafo me questionava sobre o significado de alguma palavra. Enfim, fica o registo de mais uma pedaço de tempo recuperado e para aqueles que podem não se recordar, mas que, concerteza, por lá passaram, aqui fica uma imagem e a colecção, entretanto, reeditada:
1 As Três Maçãzinhas de Oiro
2 As Caras Trocadas
3 O Rapaz do Cavalinho Branco
4 O Peixinho Encantado
5 As Três Irmãs e 0 Corvo
6 A Menina e 0 Coelhinho Branco
7 As Três Mentoras do Avozinha
8 O Príncipe com Orelhas de Burro
9 A Menina e 0 Figueira
10 A Noiva do Príncipe Sério
11 0 Príncipe do Mar
12 A Menina dos Cabelos de Oiro
13 Os Três Vestidos
14 Os Três Irmãos e os Três Pretos
15 João Adivinhão
16 O Tesouro do Ceguinho
17 A Riqueza e a Fortuna
18 O Menino Grão de Milho
19 O Porqueiro ladino
20 O Sapateiro e o Brilhante
21 A Menina Mudo
22 Canta, Surrão
23 O Rapaz do Anel
24 O Rei e os Sablch6es
25 Os Sete Encantados
26 O Velho Querecas
27 O Dez Anõezinhos
28 O Menino Abandonados
29 Os Dois Corcundinhas
30 Maria da Silva
31 O Gigante Egoísta
32 Os Sapatinho Vermelhos
33 Os Três Cães Encantados
34 Os Fósforos de Oiro
35 O Rouxinol e o Imperador
36 A Rainha de Coração de pedra
37 O Sonho do Jovem Rei
38 A Princesa da Ervilha
39 O Príncipe e a Andorinha
40 O Coraçãozinho de Chumbo
41 A Pata Real
42 O Pinheirinho
43 A Vara Seca
44 A Menina e o Dragão
45 Gulliver ou o Homem Montanha
46 Gulliver ou o Homem Migalha
47 João e a Gata Princesa
48 O Poço Encantado
49 Bonifácio e as suas Ambições
50 Bela-Feia e Feia-Bela
51 Os Três Anõezinhos da Floresta
52 O Papagaio do Capitão Corneta
53 O Príncipe Envergonhado
54 Aventuras de um Frango Pedrês
55 O Gigante Sôfrego e 0 Anão Comedido
56 A Menina Vestida de Estrelas
57 O Pescador e a Sereiazinha
58 O Traio Novo do Rei
59 O Lobo e a Escada
60 Um Valentão

17 abril 2009

antropologia, eu e o lobby

Hoje no suplemento de economia do jornal Público vem publicada uma peça sobre os Antropólogos como armas secretas dos negócios. Algo que eu já sabia ser a realidade de grandes empresas multi-nacionais e noutros países, mas que por cá ainda não fez escola - ensinamentos de uma sala de aulas de antropologia económica e de outra de antropologia do desenvolvimento. O que desconheço é(são) o(os) motivo(s) e estranho o destaque merecido. Pode ser que assim deixemos de ser olhados como estranhos e considerados anormais que gostam é de andar no meio da selva e das tribos a estudar como vivem e se comportam. De facto, a Antropologia é abrangente e emparelha com qualquer outra área do saber. Aquilo que vem hoje no Público será importante para que também cá, em Portugal, se abram novas perspectivas para aqueles que a praticam. Como sabem sou santo em causa própria e por isso tudo isto implicaria uma declaração de interesses, mas o importante seria mesmo que houvesse essa mudança. E já agora que eu possa participar.
Podem (excepcionalmente) ler os textos aqui e aqui.

16 abril 2009

15 abril 2009

principio de desacordo!?...

Afinal já não vamos ter acordo ortográfico em Maio. E quem nos informa é o Ministro da Cultura, mas o de Cabo Verde, porque concerteza o de Portugal ainda deve andar por aí a dizer que nada se alterou e que as datas são para cumprir, e tal e coisa....
Segundo diz Manuel Veiga (ministro da cultura de Cabo Verde) teremos que aguardar pelo segundo semestre de 2009 para, talvez, ver esse acordo efectivado. Mas reparem bem nos subterfúgios linguísticos utilizados para justificar o absurdo e para esconder aquilo que será o principio do desacordo ortográfico:
. Alguns Estados membros acreditam que há necessidade de reunir "mais consensos e discussões" à volta do projecto.
. Ainda há necessidade de discutir mais e conseguir maior consenso, não só em Cabo Verde mas também noutros países, como Portugal, Angola e Moçambique.
. Possivelmente o acordo deverá entrar em vigor no segundo semestre deste ano.
. O acordo ortográfico também não vai entrar em vigor naquela data em Portugal, uma vez que as autoridades portuguesas entendem que precisam aprofundar o debate.

14 abril 2009

contra tudo e contra todos...

Toca o telefone, atendo, do outro lado e num tom soturno, voz amiga diz-me:
- Então não é que o Porto vai jogar amanhã contra o Manchester e a UEFA decide castigar o treinador do Porto com um jogo de suspensão!... Cabrões!...
- Pois foi. Li agora no Expresso Online... - respondo eu, um tanto ou quanto indiferente.
- Já pensaste no que isso significa!?... Vamos ter o José Gomes a comandar a equipa num jogo dos quartos de final da Liga dos Campeões...
- Eh pá!... ainda não tinha pensado nisso! Um José Gomes...
- Pois é! Esses gajos da UEFA... Isto é o Platini que ao ver que o Porto pode até passar para as meias-finais. Pega lá um castigo... para ver se destabiliza!...
- Achas que foi premeditado?
- Tens dúvidas!?... Isto são merdas à Ricardo Costa... Se não é na Liga é na Federação, se não é na Federação é na UEFA.
- Deixa lá pá... vais ver, agora mais do que nunca o Porto vai ganhar. Isto é o que dá força ao Dragão. Contra tudo e contra todos...

o tempo imaginário

O tempo imaginário não pode ser distinguido do espaço em termos de direcção. Se uma pessoa pode ir para norte, pode também dar meia volta e dirigir-se para sul. Da mesma forma, se uma pessoa pode avançar no tempo imaginário, pode também dar meia volta e voltar para trás. Isto significa que, no tempo imaginário, não existe diferença significativa entre avançar e recuar. Por outro lado, quando olhamos para o tempo "real", existe uma enorme diferença entre avançar e recuar, como todos sabemos. Donde vem esta diferença entre passado e futuro? Por que razão recordamos o passado, mas não o futuro?
(Stephen W. Hawking, A Brief History of Time, in Anthony Giddens - As Consequências da Modernidade)

10 abril 2009

Mr. Nail Cutter

A personagem central desta narrativa é alguém que me tem acompanhado nos últimos tempos. Posso até considerar que se trata já de um velho conhecido, de quem não sei o nome, nem sequer alguma vez lhe dirigi uma única palavra. Mas a sua presença é permanente e persistente, o que fará com que nos reconheçamos mutuamente. A qualquer hora do dia, seja manhã, tarde ou princípio da noite, durante a semana ou ao fim-de-semana, lá está ele, ou então está para aparecer. Carregando consigo os anos da idade, uma negligente aparência e uma solitária disponibilidade, característica de quem não tem com quem segredar o tempo, nem com quem partilhar o espaço. Ansioso e disponível para qualquer tipo de contacto, chega à fala com quem quer que seja, preferencialmente, com o sexo feminino, a quem dedica especial atenção no contacto visual. A quem, educadamente, dá preferência e prioridade nos esporádicos momentos de proximidade. Quem connosco partilha estes momentos sabe-o: este homem não perde uma oportunidade de meter conversa com uma senhora - mais ou menos jovem, tanto lhe dá… essa atitude chega a impressionar alguns de nós, que por si nutrem tamanha admiração e inveja. Interessante observação é vê-lo actuar, natural e descontraidamente, sob um qualquer pretexto, a interpelar pedindo um pedaço de jornal ou a pedir licença para se sentar na mesa de quem considera capaz de o aceitar. Por vezes, como não poderia deixar de acontecer, acaba por se expor ao ridículo, como quando tenta abordar algumas raparigas ou senhoras, que pura e simplesmente o desprezam ou o deixam a falar sozinho. Outras vezes podemos vê-lo em atitudes menos próprias, tais como deixar-se adormecer, a limpar olimpicamente os orifícios nasais ou cavidades auriculares, a fazer estranhos ruídos, em suculento palitar de dentes, entre outras. Mas ele lá está, sempre e regressando sempre. Com o mesmo sorriso, com o mesmo jeito e com a mesma vontade. Leitor compulsivo, desloca-se pelos espaços sempre acompanhado por uma qualquer fonte de leitura. E não é daqueles que passeia os livros, isso percebe-se. Ele lê. Reconheço a sua voz, o seu jeito andrajoso de bolsa à bandoleira, o seu olhar caído mas atento, o seu discreto mas bom carro, as suas sandálias devidamente forradas com meias precavendo correntes de ar, o som do seu corta-unhas, utensílio que o acompanha e que, orgulhosamente, exibe e utiliza sem pudor em qualquer circunstância, aproveitando a melhor luz possível. Este é o retrato de alguém que apesar de, por vezes, ser inconveniente faz parte do mobiliário do lugar e, concerteza, de outros. Estranharemos o dia em que não regressar.

clientelismos

A assídua frequência de determinados lugares traz consigo a habituação, o reconhecimento e a rotina. Muita gente não gosta de ser cliente, de frequentar sempre os mesmo lugares e espaços, mas cá para mim, não há melhor do que ser considerado e ter o estatuto de cliente. Claro é que de ocasionais e anónimos clientes passamos a frequentadores, cuja presença e/ou ausência se faz sentir. Uma ou outra situação, um ou outro estatuto carregam consigo circunstâncias díspares e apesar do conforto de um certo anonimato, ser reconhecido pode, esporadicamente, trazer algumas comodidades, tais como: não ter que ir para a infindável fila de pré-pagamento, pagar apenas no fim do consumo, ser servido à mesa, ter direito à melhor ou maior fatia do bolo, uma sopita mais quente ou uma tosta-mista mais bem recheada, entre outras pequenas minudências, quase imperceptíveis para os demais. O reverso da medalha, que é como quem diz, o lado negativo desta circunstância é a rotina dos sons, dos cheiros e dos olhares, pois como nós há mais quem goste de ser cliente e repetir trajectos. Os habituês, apesar de perfeitos desconhecidos e estranhos, reconhecem-se nestes lugares. Com o passar do tempo e da partilha dos espaços, acabamos por nos habituar a esses rostos, a essas outras formas de estar e de ser. Assim, reconhecemo-nos sem sequer nos termos conhecido. No meio deste espaço-tempo tanto aconteceu, tanto acontece e vai continuar a acontecer. Quando vamos a caminho sabemos já, ainda que inconscientemente, quem vamos encontrar e com quem nos vamos cruzar. Este exercício é recíproco e, concerteza, qualquer outro poderá saber que nos encontrará por lá… isto por si tem, para mim, alguma piada e se a esta lhe adicionarmos os rasgos de beleza que, de quando em vez e com prazer, nos olhos caem, só poderemos continuar... clientes.

instantes urbanos III

soltas da LER

o anjo não lhe mostra o que teria sido a sua vida se tivesse podido realizar os seus desejos e projectos, dá-lhe a ver o que seria a vida dos outros se ele não tivesse vivido como viveu.
. Abel Barros Baptista, Abril 2009

somos nós que procuramos a lógica entre um segmento e outro da vida.
. António Tabuchi, Abril 2009

Numa sóbria manifestação de carácter, a entrevista ao escritor José Rentes de Carvalho. Através dela conheci o seu blogue Tempo Contado. Tal como o próprio afirma, trata-se de um espaço de partilha com respeito, muito respeito pelas pessoas que vão lá ler-me. Sim é verdade, eu li e fui respeitado.

recorte para meu conforto e bem estar

04 abril 2009

quem das ervas nasce, pelas ervas pasce

Participarei esta tarde nas primeiras jornadas da cultura popular em Viana do Castelo, organizadas pela Ronda Típica da Meadela, a minha intervenção será acerca da Encomendação das Almas inserida num painel dedicado às tradições e aos rituais. Mas a grande expectativa diz respeito ao jantar temático que, pela apresentação do cardápio, me deixa curioso. Vamos lá experimentar.

02 abril 2009

atentado à democracia

Soube-se há dois ou três dias que Domingos Névoa, administrador da empresa Bragaparque, recentemente condenado em tribunal por tentar subornar o vereador da Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes, foi nomeado para a presidência da Braval, empresa inter-municipal responsável pela recolha de lixos na região de Braga. De imediato se levantaram várias vozes de indignação - João Cravinho, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa e Manuel Alegre foram os rostos visíveis desse sentimento de revolta e de indignação. Entretanto, o Bloco de Esquerda de Braga lançou, no dia 31 de Março, uma petição online para contestar tamanha indignidade. Eu já subscrevi e incentivo todos os que me lêem a fazê-lo.
É verdade!... Estranhamente o partido socialista e seus dirigentes nacionais nada ainda disseram.