Hoje que é o último dia da campanha eleitoral para as presidenciais, naquilo que se prevê ser apenas a primeira volta dessa eleição para a presidência da República, já decidi em quem vou votar. Desde muito antes desta campanha que, importa referir, não acompanhei, nem gastei tempo a ver/ouvir qualquer candidato, tinha decidido que o meu candidato seria o António Filipe. Não só pelo facto de ser uma candidatura de esquerda, mas porque reconheço nele a qualidade e a competência para exercer a função de Presidente da nossa República. Mas também porque o considero ser uma pessoa honesta e íntegra, sem mácula no seu carácter, e isto não significa ausência de defeitos ou indefectibilidade, mas a percepção de que é um indivíduo sério, conhecedor, competente e sem esqueletos nos armários de incompatibilidades éticas ou morais para com o exercício da mais alta magistratura nacional.
Contudo, e no entretanto, sensível ao facto de haver a forte possibilidade de não haver nenhum candidato de esquerda na mais que provável segunda volta, eu, que nunca votei num candidato vencedor e que jamais fui influenciado e sempre critiquei o paradigma do voto útil, vejo-me na iminência de assim proceder e votar "útil" em António José Seguro, pessoa pela qual não nutro qualquer simpatia, pessoal ou política, mas que também não me levanta qualquer dúvida sobre a sua honorabilidade e seriedade. Será a única forma de podermos vir a ter um Presidente da República que não seja de direita e isso, nestes tempos, é importantíssimo para a saúde democrática do nosso país. Vou votar em António José Seguro.