---------"Viajar, ou mesmo viver, sem tirar notas é uma irresponsabilidade..." Franz Kafka (1911)--------- Ouvir, ler e escrever. Falar, contar e descrever. O prazer de viver. Assim partilho minha visão do mundo. [blogue escrito, propositadamente, sem abrigo e contra, declaradamente, o novo Acordo Ortográfico]
30 junho 2008
27 junho 2008
Sim Pois
Chegou com um sorriso rasgado, trazido dos trópicos. Silhueta esguia e esfingica de tez escura, cabelo farto, negro e comprido, ondulado e suspenso num repuxo que lhe libertava as feições. O olhar, brilhante e intenso, trazia consigo uma mistura de calor brasileiro e sabor magrebino.
Simples nos modos e simpática nas traduções dos encontros, por breves momentos, apenas os suficientes para afirmar sua presença, deambulou o seu ser, aparentemente calmo e tranquilo.
Tal como chegara, logo partiu, estranha e desconhecida, deixando apenas de si uma exótica lembrança de um mundo outro.
25 junho 2008
Virtuais Diálogos (circunstância primeira)
Nicolau diz: - Então carpinteiro?
Desidério diz: - Então pá....
Nicolau diz: - Vai ser uma noite de whisky e…
Desidério diz: - É!?... something special?
Nicolau diz: - Tudo o que se passa dentro de mim é especial... para mim.
Desidério diz: - Ora bem...
Nicolau diz: - Marquei o Gerês...
Desidério diz: - Bem!
Nicolau diz: - Um package romântico…
Nicolau diz: - Pequeno almoço no quarto…
Nicolau diz: - Fondue de frutas e chocolate de madrugada…
Nicolau diz: - Champagne…
Desidério diz: - Assim os 350 euros da bwin não te chegam.....
Nicolau diz: - É na boa...
Nicolau diz: - O problema não é esse...
Desidério diz: - Então!?
Nicolau diz: - Não te digo,
Nicolau diz: - Chamas-me maluco!...
Nicolau diz: - E deixas de falar comigo,
Nicolau diz: - E não quero isso!...
Desidério diz: - Então?????
Desidério diz: - Agora dá-te para isso!?...
Nicolau diz: - É um programa extraordinário para se fazer com alguém com quem tenhas cumplicidade e intimidade...
Nicolau diz: - Isto pode parecer redutor.
Nicolau diz: - Mas há algo que me faz pensar que com ela a cena vai ser estranha...
Desidério diz: - Às tantas ninguém lhe fez NUNCA uma cena destas.... vai adorar....
Nicolau diz: - E para mim tem sido sempre mais fácil pôr o problema nela... (sorriso)
Desidério diz: - Pois... assim sim... já estamos a comunicar...
Desidério diz: - Então pá....
Nicolau diz: - Vai ser uma noite de whisky e…
Desidério diz: - É!?... something special?
Nicolau diz: - Tudo o que se passa dentro de mim é especial... para mim.
Desidério diz: - Ora bem...
Nicolau diz: - Marquei o Gerês...
Desidério diz: - Bem!
Nicolau diz: - Um package romântico…
Nicolau diz: - Pequeno almoço no quarto…
Nicolau diz: - Fondue de frutas e chocolate de madrugada…
Nicolau diz: - Champagne…
Desidério diz: - Assim os 350 euros da bwin não te chegam.....
Nicolau diz: - É na boa...
Nicolau diz: - O problema não é esse...
Desidério diz: - Então!?
Nicolau diz: - Não te digo,
Nicolau diz: - Chamas-me maluco!...
Nicolau diz: - E deixas de falar comigo,
Nicolau diz: - E não quero isso!...
Desidério diz: - Então?????
Desidério diz: - Agora dá-te para isso!?...
Nicolau diz: - É um programa extraordinário para se fazer com alguém com quem tenhas cumplicidade e intimidade...
Nicolau diz: - Isto pode parecer redutor.
Nicolau diz: - Mas há algo que me faz pensar que com ela a cena vai ser estranha...
Desidério diz: - Às tantas ninguém lhe fez NUNCA uma cena destas.... vai adorar....
Nicolau diz: - E para mim tem sido sempre mais fácil pôr o problema nela... (sorriso)
Desidério diz: - Pois... assim sim... já estamos a comunicar...
Pedido de Ajuda
Exmos.(as)
Preciso de uma base de dados para livros. As centenas deles já começam a ser muitas e o espaço disponível nem por isso. Já há muito que sinto essa necessidade para organizar a minha privada biblioteca, mas até à data nada consegui. Portanto, caso alguém que por aqui passe tenha ou conheça a solução para este meu problema, agradeço a informação e/ou ajuda.
(bem sei que existe um programa chamado Acess que permite a criação de todo o tipo de base de dados, mas não sei nem tenho tempo para aprender a trabalhar com; também já fiz inúmeras buscas no google por freewares e nada de jeito encontrei...)
20 junho 2008
19 junho 2008
Acervo Histórico
Através do espaço virtual da Revista LER conheci este magnífico acervo fotográfico que testemunha esse terrível período da história espanhola. O Archivo Rojo reúne mais de 3000 fotografias e está agora disponível.

De Elevador
Sem nos apercebermos entramos e saímos deles vezes sem conta. Muito provavelmente já nem conseguiríamos viver sem eles. Serão poucos os que lhe conseguem resistir e mesmo esses só por manifestas fobias os evitam.
A verdade é que no abismo dos corredores e avenidas de fluxos em que vemos as nossas vidas transformadas e por onde fluímos, uns alienados, outros inconscientes e outros ainda eufóricos, o uso dessa magnífica obra de engenharia, permite-nos alcançar a 3ª dimensão da cidade, ou seja, para além da largura e comprimento, agora vivemos a altura...
Assim acontece dia após dia e eu, só quando me sinto dentro de um e em plena viagem vertical, porque me parece sempre longa e interminável, com algumas ou várias paragens, me apercebo do hiato de tempo, do silêncio, do vazio, do abstrato e incómodo que é viajar assim, fechado e acompanhado por outros estranhos que nos violam o nosso espaço mínimo de sobrevivência. Porque desconhecidos são não temos nada em comum, nada a partilhar, a não ser o efémero tempo e espaço de cada uma dessas viagens. Mas será que deveria acontecer algo!?... é que para mim o incómodo é manifesto... a insegurança do olhar, do respirar, do cheirar, dos movimentos. Tudo é terrivelmente sentido e por isso é que tranquilo e muito satisfeito fico quando o faço em exclusividade e não tenho que partilhar esse espaço e tempo com estranhos. Para uma viagem directa e segura... meu e só meu.
12 junho 2008
O nosso futuro
Não sei da consciência colectiva da importância do dia de hoje para o nosso futuro, que é como quem diz da europa. Mas uma coisa é certa, ao contrário dos restantes cidadãos desta europa, hoje os irlandeses podem expressar-se e com isso não só exprimem a sua vontade, como também a vontade de todos nós. Independentemente do resultado final deste referendo (muitos eurocrátas e burocrátas estarão hoje a rezar aos seus santinhos todos...) a posição da Irlanda significa uma afirmação da sua soberania enquanto Estado democrático e membro da União.
Porque consciente estou da importância de tal acto e porque também gostaria de ter podido exprimir a minha opinião, espero que o amanhã seja diferente para bem do que é "nosso" e para o bem do que há-de porvir.
11 junho 2008
07 junho 2008
O quê Dona!?...
- O quê!?... dar o meu sangue!?... Óh Dona!... anda aqui um gajo a trabalhar... se eu soubesse que alguém precisava, eu na hora ia lá e dava o sangue que fosse preciso, nem que fizessem a transfusão directa... Agora, Dona... deixar que me tirem o sangue, que o ponham num saco plástico, que o congelem e depois vendam para outros países e ganhem com isso!... anda um homem a trabalhar tanto para comer e fazer sangue e agora ia dar o meu... quem me dá de comer!?... eles a mim não me dão nada.
(monólogo em jeito de conversa de pão quente, entre a padeira e um cliente, hoje pelas 7:30 am)
04 junho 2008
Father, again!
A notícia chegou até mim via mensagem , pois o ruído ambiental impediu-me de ouvir o som da esperada chamada. Finalmente, e digo-o sem grande ansiedade, mas apenas pela consciência do delay temporal entre a primeira gestação e esta... grávidos estamos.
Combustíveis e Concorrência
A Autoridade da Concorrência conclui, em relatório tornado público no dia de ontém, que em Portugal não houve/não há cartelização dos preços dos combustíveis, mas refere um paralelismo de preços. Curioso!?... então pergunto eu: Mas como é que esta autoridade poderia concluir que há ou houve cartelização dos preços!?... isso seria admitir e reconhecer a sua inocuidade, que de facto não servem para nada enquanto organismo regulador...
02 junho 2008
À conversa com...
Na inauguração da Feira do Livro da Escola de Vinhais, com os alunos e professores do 12º ano. Um pedaço bem disposto e interessante da tarde de hoje. Estivemos bem.
30 maio 2008
Implicações e Estranhamentos
Andamos todos literalmente desnorteados e às cabeçadas uns aos outros neste abismo em que passámos a viver. É o regresso ao caos e à confusão de outros tempos que a minha memória não alcança. A nossa realidade social, económica e política arrasta-se, agora sim e depressa, para o pantanal da pobreza e das dificuldades mil, incondicionais, indiferentes e irreversíveis. Num cenário que habitualmente, numa atitude etnocentrica associamos a outras culturas, xenefobamente associamos a outras geografias e sobranceiramente associamos a estados e nações de uma condição inferior. Sim, esta é a nossa mundivisão, a noção do "outro" (distante e diferente) que a nossa civilização moderna, civilizada, capitalista e ocidental cultivou nas últimas décadas.
Esses arautos do modernismo, ideologia acente num sistema de valores como o individualismo (cujo exemplo máximo e pragmático actual se concretiza na economia), que durante a 2ª metade do século vinte promoveram, numa atitude fundamentalista e radical, todas as práticas do mais violento capitalismo e liberalismo, como único caminho para a salvação da humanidade. Estarão eles hoje satisfeitos!?... Para que lhes serviu a sua divina sapiência e superior presciência!?... (eu até sei, mas o pudor, o nojo e, principalmente, a vergonha tolhem-me os juizos valorativos).
Estamos bem perto, muito perto de algo importante. Não restam dúvidas. Algo significativo e novo que substituirá o paradigma vigente. Desconheço o que virá, mas por favor façam barulho... substituições, inversões, aniquilações, evoluções, inquirições, revoluções, sei lá... promovam o estranhamento deste nosso mundo.
Este capitalismo fascista, xenefobo e sectário dará lugar a...
28 maio 2008
our path
The growth of interest in home or native anthropology represents a questioning of the dominant thinking in anthropology that you must leave home to do good ethnography. (Reed-Danahay, 1997:123-4)
26 maio 2008
Inocente e Brilhante
O dia começou cedo, como de costume pouco passava das sete da manhã e já éramos todos a fazer barulho. A Emília, consciente da data que se assinala, desde logo começa a segredar com a mãe acerca da surpresa que me queria fazer, presenteando-me com algo que ainda não sabia muito bem o quê... não vendo outra alternativa e muito directamente dirige-se a mim e pergunta-me quais os livros que eu tenho, como se chamam(!?). Não percebi logo, mas num segundo momento lá entendi, que a inocente criança sabia que eu gosto de livros e para saber qual me haveria de dar, resolve perguntar-me os nomes daqueles que já tenho... para não correr o risco de me dar algum repetido. Brilhante ideia ela teve... num terceiro momento dei comigo a tentar enumerar todos os títulos que já me acompanham: não, não consegui... e assim não dei resposta à minha filha, mas também não lhe consegui explicar porque é que não conseguia dizer-lhe todos os nomes... num quarto momento e último, ela lá desistiu e em segredo lá combinou com a mãe como fazer...
No final do dia, ao entrar em casa, a alegria contagiante de quem sabe que é bom receber presentes, mas não faz a mínima ideia do que está a fazer (dar).

Esta obra de Arendt, filosofa do século XX, publicada pela primeira vez em 1958, traduz uma visão da história contemporânea e que importa conhecer. Apesar de pouco ou nada conhecer desta autora, prevejo uma relação intensa nos próximos tempos e lugares.

Esta obra de Arendt, filosofa do século XX, publicada pela primeira vez em 1958, traduz uma visão da história contemporânea e que importa conhecer. Apesar de pouco ou nada conhecer desta autora, prevejo uma relação intensa nos próximos tempos e lugares. Obrigado!
Vitor Guedes, Alexandre, Daniel, Rui, João Silva, Andreia Ramos, Ângela, Lourenço, Camy, Nuno Alexandre, Zé Vale, Ricardo, Jorge Sarmento, Elza e Américo, Maria, Margarida, Liliana, Paulo, Augusta e Tó, Goreti, Carla, Fátima, Carlos, Tozé.
(...em actualização permanente até às 24 horas...)
Aquilo que em tempos, já longínquos, foi uma alegria, aguardado sempre com grande expectativa e ansiedade, deu lugar a uma outra sensação. Receio não a conseguir expressar. No entanto, não deixa de ser um referente temporal, mas a sua cíclica chegada é anunciada por um sentimento estranho, nostálgico talvez... ou, sintoma de uma qualquer crise existêncial... ou, negação da vertigem do tempo que o corpo e o ser sentem e denunciam.
Porque é a caminhar que se faz o caminho, sem pressa lá seguirei eu o meu.
Porque é a caminhar que se faz o caminho, sem pressa lá seguirei eu o meu.
25 maio 2008
LER um livro é ler um livro
Foi com redobrado prazer que encontrei na minha caixa do correio a "nova" Revista LER, de cara lavada, com nova periodicidade (mensal) e que assinala o regresso de Francisco José Viegas à sua Direcção. É que a decisão, passada, da Fundação Círculo de Leitores de editar um único número anual, feriu de morte o projecto. Felizmente, em boa hora arrepiou caminho e esqueceu essa ideia. Agora e onze vezes por ano terei, teremos, o prazer de degostar as pequenas e as grandes palavras que preenchem as páginas da LER.
Não sou muito dado a colecções (um dia terei sido) mas tenho guardados e bem perto de mim cerca de 20 números desta revista. Vou continuar a coleccioná-los e quero, assim que a minha condição económica o permita, tentar comprar os números anteriores e que ainda não tenho.
...muitos de nós fomos optimistas em demasia quando se tentava conciliar "o mundo do livro" com "o novo mundo digital"; jogava a nosso favor a ideia de que éramos a civilização do livro. A verdade é que nem é necessário consultar estatísticas para perceber que as campanhas do optimismo tecnológico devem ser lidas com ponderação; mas pelos melhores motivos - ou seja, porque o livro continua a ser a plataforma do livro. Simplificando ainda mais: os meios tecnológicos são bons pela sua própria natureza; mas o livro não é redutível a um painel de plasma comparável ao leitor de mp3, ao leitor de DVD ou ao ecrã de telefone celular, como acabou por confessar Steve Jobs (CEO da Apple). Talvez no futuro se possa - com ponderação, com ponderação - distinguir o livro da indústria do entretenimento. Ler um livro é ler um livro.
Francisco José Viegas in Editorial do nº 69.
22 maio 2008
imaginação, simplicidade e bom gosto

Concerteza haverá algures, nesse universo incomensorável que é a internet algo mais, melhor e maior. Mas na minha humilde e limitada mundivisão virtual e como até hoje nunca vira nada semelhante. Esta é uma daquelas situações merecedora de dizer nada... de contemplação. Ainda que virtual merece-me a maior das contemplações. Porque gostei mesmo: http://www.treesolves.com/
21 maio 2008
Amortizado
O exemplo de um bom começo de dia...
- Luís... gostas destes bonecos que comprei para a minha filha?...
- Desculpa mas estou sem óculos e daqui não consigo ver bem o que tens na mão. Vejo que tens algo colorido, mas não dá para perceber...
- Óh rapaz tás mesmo obsoleto!... que mal te falta!?... Tás mesmo acabado!
- Que queres, tás longe! (5 metros)
- Olha lá... tu já estás amortizado ou ainda estás em vencimento!?... tu vê lá!...
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