A notícia é ja do dia 17 de Outubro, mas na altura não tive tempo para a ler com atenção e, por isso, guardei-a no pc. Hoje olhei-a com detalhe e não posso deixar de a comentar. Entre outros pormenores, diz a notícia:
---------"Viajar, ou mesmo viver, sem tirar notas é uma irresponsabilidade..." Franz Kafka (1911)--------- Ouvir, ler e escrever. Falar, contar e descrever. O prazer de viver. Assim partilho minha visão do mundo. [blogue escrito, propositadamente, sem abrigo e contra, declaradamente, o novo Acordo Ortográfico]
31 outubro 2020
frugalidades
30 outubro 2020
25 outubro 2020
um novo início
mediascape: ridícula
Vão-me desculpar, não é má vontade, nem sequer birra, mas não faz qualquer sentido este tipo de iniciativas. A vontade de agradar aos munícipes, aliada a uma vontade de se mostrarem actualizados e nesta moda "à distância", não se adequam com determinadas actividades ou eventos. Apenas ridícula a intenção de promover concursos "online" de produtos naturais locais e regionais.
22 outubro 2020
constatação
Habituei-me, ao longo dos últimos anos, a registar a minha agenda quotidiana no telemóvel, prescindindo das velhas e clássicas agendas de bolso ou de secretária. Acontece que há um par de dias essa agenda digital (a minha secretária particular, como eu a chamo), que transporto no écran principal do meu telemóvel, teima em afirmar: "nenhum evento nas próximas duas semanas". Não sendo totalmente verdade, eis a constatação do vazio em que se transformou o meu futuro próximo.
19 outubro 2020
ciência ingénua
17 outubro 2020
macaco de ano
Acabei ontem de manhã a leitura deste livro, o último de Patti Smith. Ainda que permaneça no universo das suas memórias e num tom confessional, neste texto Patti Smith escreve sobre os seus últimos anos, sobre as suas amizades e projectos, viagens, encontros e desencontros, até às vésperas do confinamento, já em 2020. Patti Smith é, para mim, acima de tudo, uma boa escritora e lê-la é também conhecer parte da cultura popular americana, com suas estrelas e ídolos, dos últimos cinquenta anos.
O acto de escrever em tempo real com a intenção de obrigar o presente a desviar-se do rumo que está a tomar, de lhe escapar ou de fazer com que abrande, é obviamente fútil, se não mesmo totalmente estéril. E é claro que, ao escrever este epílogo de um epílogo, estou ciente de que já estará obsoleto quando chegar aos leitores. Contudo, como sempre e tendo ou não um objectivo específico em vista, sinto-me compelida a escrever com fervor e esperança, entrelaçando realidade, ficção e sonho. Ao regressar a casa, sento-me à secretária que pertenceu ao meu pai e transcrevo o que escrevi. (página 274)
mediascape: infantilização
16 outubro 2020
Gato Morto
O novo projecto musical do mano mais novo chama-se Gato Morto e, nos últimos dias, lançaram o primeiro single do álbum que vai ser lançado em 2021. Gosto deste som. Para o caso de não conseguirem identificar, o mano mais novo é o da guitarra.
13 outubro 2020
mediascape: ver para crer
A expressão que se utiliza na minha aldeia quando o pobre desconfia da grandeza da esmola é: - Finta-te! E foi a minha reacção instintiva ao ler esta pequena notícia de hoje, no jornal Público. Mas alguém acreditará que, depois de décadas de desmantelamento da rede ferroviária nacional, principalmente no interior do país, agora vão investir e reconstruir a rede de forma a servir todas as capitais de distrito? Eu não acredito, mas gostava muito de ver isso concretizado. Infelizmente, não passa de mais um aparatoso anúncio, tal como aconteceu com o TGV, os aeroportos e outros que tais. Bem típico das governações socialistas.
09 outubro 2020
ainda as jornadas culturais em Balsamão
Chegaram-me hoje alguns registos fotográficos da minha passagem pelas XXIII Jornadas Culturais de Balsamão. Partilho alguns desses momentos:
04 outubro 2020
cultura e Igreja
Tal como aqui tinha informado e anunciado, participei nas XXIII Jornadas Culturais de Balsamão que decorreram este fim-de-semana (de 1 a 3 de Outubro). Estive em Balsamão no dia 2, dia da minha intervenção, e tive a oportunidade de assistir e participar no programa completo desse dia. Uma das intervenientes, no início da sua intervenção, partilhou com a audiência uma pequena reflexão que me deixou pensativo e também a reflectir sobre esse "pormaior". Disse ela, algo do género: - Não deixa de ser interessante e até curioso o facto de, num tempo em que não se fala de cultura em lado nenhum, seja aqui e seja a Igreja a estar disponível e interessada em promover espaços e jornadas onde podemos partilhar conhecimento e cultura.
Apenas quero manifestar a minha simpatia e concordância com tal raciocínio, realçando o facto de as Jornadas Culturais de Balsamão se realizarem há vinte e três anos consecutivos. Uma realidade que transforma, sem qualquer dúvida, estas Jornadas em património que importa preservar, promover e apoiar. Hei-de regressar.
26 setembro 2020
a ciência e Portugal
A decadência portuguesa. Tem alguma explicação para esse fenómeno?
Não, não tenho. (...) Vou apenas circunscrever-me à minha área, que é a questão científica. Em primeiro lugar, não deteto uma decadência assim tão grande. A ideia de que não houve prática científica em Portugal no século XVII é exagerada. A prática científica em Portugal foi sempre modesta e não devemos fazer ficções sobre o passado. (...) Era possível pôr pessoas com baixos níveis educativos a fazer actividades cientificamente interessantes. Mas com o desenvolvimento da ciência, isto começou a ser impossível. As escolas exigiam grande qualidade. A partir do século XVII, ter bons cientistas, ou ter boas pessoas a fazer tarefas científicas (para não usar a palavra "cientista", que é do século XIX) obrigou a ter boas escolas. (...) Em Portugal isto foi sempre uma dificuldade, a existência de sistemas de ensino de boa qualidade, estáveis, duradouros. E no século XVII começou a notar-se.
( Henrique Leitão, entrevista à revista LER nº 156 - Inverno 2019-2020 )
desgraçada trindade
25 setembro 2020
envelhecendo
Sentado na cadeira do barbeiro, reparo no cabelo que me vai caindo, aos molhos, na bata que me envolve. Os cabelos mais escuros que ainda tenho são de uma claridade crescente, que poderia adjectivar de cinzentos ou prateados, não me consigo decidir. Mas não há como fugir à realidade: já não tenho cabelos escuros.
24 setembro 2020
bateu-nos à porta
Depois de todos aqueles meses confinados, depois de um desconfinamento com grandes reservas e cuidados, depois de todo um Verão sem poder ser Verão, depois das mil e uma preocupações com a higiene pessoal e da família, eis que o bicho nos bate à porta. Ainda não entrou, pelo menos oficialmente, mas já nos obrigou a isolamento profiláctico rigoroso, sem qualquer contacto pessoal e comunicação telefónica entre divisões da mesma habitação. Ainda que a causa deste possível contágio resulte de muita irresponsabilidade e incúria, por enquanto, prefiro não tecer qualquer comentário, nem identificar a situação. Aguardemos. Por hora, estamos bem. Hoje é o dia do primeiro teste da Covid e a ansiedade é grande. Vamos ver o que aí vem.
23 setembro 2020
o Outono
Não é segredo para ninguém, muito menos para aqueles que me rodeiam e conhecem, a minha preferência pelos ambientes mais frescos e até frios. Ainda que diferente de qualquer outro já experimentado, bem vindo seja o Outono e os seus humores temperamentais de luz, cor e aconchego. Assim sendo, é sempre um prazer ir ao guarda-fatos buscar os casacos e as camisolas, recolocar o guarda-chuva à mão de utilizar e aguardar pelas chuvas que hão-de vir.
21 setembro 2020
mediascape:golo
No fim-de-semana em que iniciou mais um campeonato nacional das ligas profissionais, o eco do descontentamento do sector pairou por toda a comunicação social, porque a DGS mantém os espectadores longe dos estádios de futebol e não se prevê uma alteração dessa restrição a curto prazo. Eu até entendo e aceito o desagrado e as terríveis consequências financeiras destas medidas e percebo que o universo do futebol esteja a sofrer como jamais sofreu. Claro que o futebol sem adeptos nas bancadas é uma merda, mas o coro que se faz ouvir parece que não entende (ou não quer entender) que são mais do que justificáveis as razões que impedem a presença de pessoas nos estádios. É que ao contrário de outras manifestações ou eventos de massas, o futebol tem um elemento explosivo que se chama GOLO! E é esse momento orgásmico quem prejudica a indústria do futebol. Como poderiam controlar centenas ou milhares de pessoas espalhadas por um estádio, nesse momento de alegre e efusiva manifestação? Impossível. Portanto, haja paciência e mantenham-se as portas dos estádios fechadas.
18 setembro 2020
reencontro
Hoje foi o dia em que a minha criança regressou à escola, depois de mais de seis meses de ausência. A expectativa do miúdo era grande, mas maior era a ansiedade e o turbilhão de sensações dos seus pais sobre este regresso. Admito que estou moderadamente pessimista em relação ao funcionamento das escolas neste contexto e estou consciente que a maioria das estruturas e equipamentos escolares não conseguem dar respostas satisfatórias às recomendações e exigências da DGS.
Nestes últimos dias, todas as dúvidas e questões ganharam relevância e, ainda ontem, comentava em família que aquilo que me apetecia fazer neste momento era pegar na família e refugiar-me num recanto qualquer, longe e afastados deste turbilhão contagioso. Infelizmente não temos essa possibilidade, mas seria a minha vontade, pelo menos até esta tempestade se afastar.
Entretanto, ao acompanhar o miúdo à escola e ao vê-lo no reencontro os seus colegas, alegres e felizes a falar e a brincar, todos essas dúvidas e questões em relação ao início do ano, se desvaneceram e, claro, o lugar deles é lá, na Escola, onde mais do que o conhecimento, importa a socialização, a brincadeira, os encontros e desencontros, para poderem ser crianças saudáveis e equilibradas. Viva a ESCOLA.







