Nada contra as iluminações de Natal, mas em tempos dificeis como aqueles que vivemos e aqueles que esperamos, não seria aconselhável alguma moderação!?... Precisaremos de tanta luz para o sentirmos!? Não me parece. Aqui estaria uma forma de poupar, de não esbanjar, nem desperdiçar e exemplarmente reduzir os consumos de energia eléctrica. Mais um exemplo do nosso particular gosto pelo supérfluo e dispensável.
---------"Viajar, ou mesmo viver, sem tirar notas é uma irresponsabilidade..." Franz Kafka (1911)--------- Ouvir, ler e escrever. Falar, contar e descrever. O prazer de viver. Assim partilho minha visão do mundo. [blogue escrito, propositadamente, sem abrigo e contra, declaradamente, o novo Acordo Ortográfico]
17 dezembro 2008
16 dezembro 2008
14 dezembro 2008
combustíveis
Depois de muitos meses a sermos explorados pelos senhores do crude, a boa sensação ir a um posto de gasolina e de reabastecer o automóvel sabendo que o preço do litro de gasóleo está já abaixo de 1 euro. É claro que queremos sempre mais (neste caso, menos), mas este preço é já um preço razoavelmente justo. Aguardemos para ver o que aí vem...
11 dezembro 2008
comunicado
Serve o presente para informar que a partir deste momento (leia-se data) estou efectivamente desempregado, sem trabalho e desocupado. Também preocupado. Enfim, caso alguém que por aqui passe os olhos, precise ou conheça quem precise dos serviços de um tipo como eu (que pouco ou nada sabe fazer/sabe fazer de tudo um pouco) não hesitem em contactar-me. Para o que for e onde for - uma vez que nos querem globalizados, considero também África, Ásia e Américas.... Obrigado.
09 dezembro 2008
instantes urbanos I
O final do dia traz a noite à cidade. Nos passeios maior agitação de corpos que, mais ou menos, apressados regressam, presumivelmente, ao lar. Dentro do carro, mal estacionado, aguardo quem fui buscar. Bem perto de mim sinto essa agitação que os corpos provocam no ambiente. Estou em frente a uma porta de um qualquer prédio. De entre as dezenas de pessoas que espaçadamente, mas com uma frequência cada vez maior, vão passando e se cruzam comigo, há uma jovem, muito jovem (não mais de 20 anos) que suspende o passo e pára entre mim e a tal porta. Saca do telemóvel e liga a alguém. Aparentemente e a julgar pelo tempo que demora a devolver o aparelho ao bolso de ganga, apenas deu um toque a esse alguém. Num ápice aparece dentro do prédio uma outra jovem, igualmente jovem, que num movimento simples e rápido, se aproxima e, já na soleira do prédio, cumprimentam-se com um leve, mas cúmplice toque nos lábios. Com vontade lançam-se para o passeio em direcção e destino para mim desconhecidos.
06 dezembro 2008
da Disney a Paris
Tal como disse aquando do regresso desta viagem, aqui ficam alguns momentos das deambulações pelas ruas da fantástica Disney e pelas ruas da reluzente Paris.
03 dezembro 2008
arquivo pessoa
Mais um hiper-lugar especial. Informação retirada da Revista Ler online. A magnífica colecção de Fernando Pessoa agora disponível na internet. Eu já acrescentei o seu link aos meus atalhos que quero partilhados.
de regresso...
Depois de uns dias no mundo da fantasia e das luzes, o regresso. Em breve ilustrarei aqui esses momentos.
26 novembro 2008
dernières notes
Quando faltam apenas algumas horas para embarcar rumo às alturas, estou calmo, estranhamente calmo e ainda poderei descansar algumas horas. Entretanto, venho aqui partilhar algumas das expectativas para estes dias em Paris. Sem querer desvirtuar o principal objectivo desta viagem - levar a Emília à Disney no seu 7º aniversário, tentarei cumprir alguns objectivos pessoais, nomeadamente, visitar o Louvre e conhecer pessoalmente a ilustre Lisa; revisitar a gastronomia grega (famosa em Paris); fazer uma (a primeira) visita à morada de Jim Morrison; conhecer a Sourbonne e, se possível, experimentar o Moulin Rouge...
Durante os próximos dias andaremos por terras gaulesas, dando a conhecer à (cada vez menos) pequena Emília o mundo fantástico da Disney. Se for possível durante esses dias, passarei por aqui.
Jusqu'à là, à notre retour, restent bien...
25 novembro 2008
nervoso miudinho de vésperas
Nem era preciso ler esta notícia para começar a sentir um nervoso miudinho cá nas miudezas entranhas. Custa-me sofrer por antecipação, mas é mais forte do que a minha razão e por isso, cá estou eu em plena crise de ansiedade. Tudo porque vou ter que levantar voo e retirar os pés do chão. Por mais que tente não consigo estar confortável lá cima, algures numa qualquer esfera... Esforço-me por estar ausente dessa inevitabilidade que acontecerá apenas daqui a 48 horas, mas toda a parafernália dos familiares preparativos (bem ilustrados na notícia) impede essa manifesta vontade, diria mesmo, manifesta necessidade. 24 novembro 2008
19 novembro 2008
Verborreias
Já desde o noticiário das 8 da manhã que sei que a Dra. Manuela Ferreira Leite disse, a propósito do sistema judicial, que deveríamos suspender a democracia. Mas só agora conseguir ter tempo para ir ler na íntegra o discurso da lider do PSD. Magnífica ideia, como é que ainda ninguém se tinha lembrado disto... suspender a democracia. Mas como se fará uma coisa dessas!?.... entretanto, e para o caso de não terem tido a oportunidade, aqui ficam algumas das tiradas da cólica verbal de Manuela Ferreira Leite: (retiradas completa e propositadamente do contexto)
«Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia…»
«Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se»
«E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia»
«Fizeram-se umas coisitas, mas não é a reforma»
Direito a Resposta
Tal como previa, António Pires reagiu ao texto que escrevi no passado dia 3 de Novembro. Como não podia deixar de ser, dou aqui espaço para que todos possam conhecer a sua argumentação e resposta ao meu texto (reler aqui) que, por sua vez, fora uma reacção a um texto da sua autoria (reler aqui) publicado no Jornal Nordeste, no passado dia 21 de Outubro.
17 novembro 2008
into the wild
Não percebo porque o traduziram para português assim!?... o título original, que dá nome a este post, não significa "lado selvagem" e para além do mais, desvirtua o significado e o sentido. Mas enfim, também não é por isso que escrevo.
Algures durante a semana passada, a caminho da tertúlia, dei com esta capa na prateleira dos destaques da FNAC. Logo me chamou a atenção este autocarro que reconheci de imediato e não foi preciso mais do que ler a informação contida nesta capa para perceber que sim, de facto já conhecia este autocarro de um filme que víra durante o último Verão e que gostara imenso. O título desse filme era homónimo, ou seja, "into the wild", com argumento e realização de Sean Penn e conta o trágico percurso de Christopher McCandless, jovem americano do final do século XX.
Depois do filme encontrara, agora, o livro e sem reflectir muito, desde logo, peguei num exemplar, só que ao contrário do que seria normal, não o comprei. Dirigi-me com ele para o espaço café da FNAC onde ávido o comecei a ler. Como os minutos voaram e tendo que ir embora, a custo, lá o devolvi ao seu lugar. Desde então e até hoje, quase diariamente, repito o ritual e, de capítulo a capítulo, lá vou eu lendo o livro, relegando para segundo plano a tertúlia e os parceiros da mesma.
Hoje, tal como no último dia, lá apareço eu na referida reunião já com o livro pronto e, pelos vistos, com vontade manifesta de o ler. O amigo Paulo intrigado pelo súbito interesse neste livro, ainda me questionou porque não o comprava (!?). A resposta foi pronta, apesar de meio alheado da realidade, disse que não queria gastar dinheiro com este livro (a lista daqueles que eu quero ir buscar é tão extensa...) e, para além disto, até estava a achar piada ler assim o livro, todos os dias e ali aos poucos...
Um pouco depois, continuando eu absorvido pela narrativa, o Paulo levantou-se e diz-me que vai a qualquer lado e que regressaria para se despedir. Muito bem, eu, no entretanto, continuaria ali, um pouco mais de tempo. Passados mais não sei quantos minutos, lá regressa ele e com um pequeno saco na mão. Ao estender-me essa mesma mão para se despedir, pousa o pequeno saco em cima do livro aberto que lia. Meio atrapalhado e surpreso, pude perceber, mesmo através do saco, que dentro estava um livro igual ao que eu lia.
Enquanto o Paulo se afastava, eu aparvalhado, fui incapaz de emitir qualquer som, para além de uma estúpida gargalhada. Apesar de tarde, Obrigado Amigo.
11 novembro 2008
Hoje no Campo Pequeno
Porque a vida é, obrigatoriamente, feita de escolhas, prioridades, impossibilidades, eu, com imensa pena, não vou poder estar mais logo no Campo Pequeno em Lisboa a assistir ao concerto dos magníficos Sigur Rós. Com paciência aguardarei novo regresso.
10 novembro 2008
Ana e Sofia
Memória de um momento breve num passado recente.
Bem perto, sentadas de olhos nos olhos, a conversar sobre não importa o quê. A intensidade dos olhares trocados e dos intermitentes toques (eu diria carícias) arrebataram-me os sentidos e durante alguns minutos fiquei retido nesta desconhecida imagem. Quem eram e o que as relacionava não sei, nunca o saberei. Certa foi a agradabilidade para os meus sentidos e imaginação. Não consegui perceber uma palavra do que diziam, mas também não importava. O exercício passou, obrigatoriamente, por lhes dar um nome, pois tinham que ter um e próprio. Durante esse curto espaço de tempo, nada mais aconteceu ou importou. Toda a existência se reduziu aquela mesa e sem resistir deixei-me ficar absorto, apenas com a ligeira preocupação de não ser percebido (concerteza perceberam-me…). Nunca como ali um guardanapeiro foi alvo de tamanha sensualidade e carinho. O tempo que demorou aquele momento desconheço, pois a determinada altura, mesmo sentindo que poderia ficar assim eternamente, num lúcido sobressalto forcei a minha saída.
Esta narrativa resultou da perturbação que Ana e Sofia e a beleza e força da sua intimidade causaram em mim.
Bem perto, sentadas de olhos nos olhos, a conversar sobre não importa o quê. A intensidade dos olhares trocados e dos intermitentes toques (eu diria carícias) arrebataram-me os sentidos e durante alguns minutos fiquei retido nesta desconhecida imagem. Quem eram e o que as relacionava não sei, nunca o saberei. Certa foi a agradabilidade para os meus sentidos e imaginação. Não consegui perceber uma palavra do que diziam, mas também não importava. O exercício passou, obrigatoriamente, por lhes dar um nome, pois tinham que ter um e próprio. Durante esse curto espaço de tempo, nada mais aconteceu ou importou. Toda a existência se reduziu aquela mesa e sem resistir deixei-me ficar absorto, apenas com a ligeira preocupação de não ser percebido (concerteza perceberam-me…). Nunca como ali um guardanapeiro foi alvo de tamanha sensualidade e carinho. O tempo que demorou aquele momento desconheço, pois a determinada altura, mesmo sentindo que poderia ficar assim eternamente, num lúcido sobressalto forcei a minha saída.
Esta narrativa resultou da perturbação que Ana e Sofia e a beleza e força da sua intimidade causaram em mim.
09 novembro 2008
05 novembro 2008
04 novembro 2008
a ler pela septuagésima quarta vez

No próprio dia da compra, fresca portanto. Sem tempo ainda para perceber o seu conteúdo, apenas os títulos e as letras gordas. Claro é que temos o MEC (feio como sempre) brilhante e desinibido:
LER: Escreve melhor de noite ou de dia?
MEC: É igual.
LER: Tranquilo ou sob stresse?
MEC: Escrever é sempre um stresse. Não é o escrever, é o antes de escrever. A Dorothy Parker dizia que ter escrito é a melhor sensação do mundo. Ter escrito.
LER: Sóbrio ou com um grão na asa?
MEC: Durante muitos anos, sempre com um grão na asa. Sempre. Durante dois anos, também com coca. Ajuda. Porque a coca corta o álcool. Mas o que acontece quando estás a escrever é que tens o uísque ao lado - ou a vodca, ou seja o que for - mas se estás a escrever, o gelo derrete. Quer dizer, ou bebes ou escreves. Não dá para fazer as duas coisas.
(...)
LER: O Miguel começou por tentar ser poeta, também.
MEC: Claro. Toda a gente. Poemas em barda.
LER: Escreveu muita poesia?
MEC: Sim. Muita. Foda-se. Centenas de milhares de poemas...
LER: O que o desencorajou de continuar a escrever poesia?
MEC: Ser uma merda.
(excertos da entrevista de Miguel Esteves Cardoso a Carlos Vaz Marques)
One day to change the world
O dia em que a América poderá mudar é hoje. O dia em que o mundo poderá mudar(!?) é hoje. Eu, como não posso votar, pelo menos escolhi o meu candidato. Sem qualquer dúvida, o melhor para todos seria que Barack Obama fosse eleito Presidente. E hoje, será o dia último da espatafurdia presidência do ignóbil George W Bush. Até que enfim.
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