Una
Duna
Tena
Candena
Bugalha
Cigarra
Carraspís
Carraspés
Conta bem
Que são dez.
---------"Viajar, ou mesmo viver, sem tirar notas é uma irresponsabilidade..." Franz Kafka (1911)--------- Ouvir, ler e escrever. Falar, contar e descrever. O prazer de viver. Assim partilho minha visão do mundo. [blogue escrito, propositadamente, sem abrigo e contra, declaradamente, o novo Acordo Ortográfico]
24 agosto 2010
20 agosto 2010
working on a dream
Out here the nights are long, the days are lonely
I think of you and I'm working on a dream
I'm working on a dream
Now the cards I've drawn's a rough hand, darlin'
I straighten my back and I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
Though sometimes it feels so far away
I'm working on a dream
And how it will be mine someday
Rain pourin' down, I swing my hammer
My hands are rough from working on a dream
From working on a dream
I'm working on a dream
Though trouble can feel like it's here to stay
I'm working on a dream
Our love will chase the trouble away
[whistling interlude]
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
And our love will make it real someday
Sunrise come, I climb the ladder
The new day breaks and I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
And our love will make it real someday
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
And our love will make it real someday
(Bruce Springsteen)
I think of you and I'm working on a dream
I'm working on a dream
Now the cards I've drawn's a rough hand, darlin'
I straighten my back and I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
Though sometimes it feels so far away
I'm working on a dream
And how it will be mine someday
Rain pourin' down, I swing my hammer
My hands are rough from working on a dream
From working on a dream
I'm working on a dream
Though trouble can feel like it's here to stay
I'm working on a dream
Our love will chase the trouble away
[whistling interlude]
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
And our love will make it real someday
Sunrise come, I climb the ladder
The new day breaks and I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
And our love will make it real someday
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
And our love will make it real someday
(Bruce Springsteen)
17 agosto 2010
S. Roque
Estando em Bragança a passar uns dias de férias, aproveito para ler alguns dos livros e artigos que estavam em lista de espera (tão longa que ela é...). Também aproveito estes dias para ir, de vez enquando, até à aldeia revisitar lugares e reagrupar com aqueles com quem só a espaços me encontro. Ontem, 2ª feira, foi um dia de leitura. Já depois do jantar, as mulheres cá de casa (a filha, a mulher e a sogra) mostraram-se muito interessadas em ir à aldeia, à festa de S. Roque que, teimosamente, vai sendo organizada, muito à custa da vontade dos emigrantes. Lá fomos e, de facto, a aldeia encheu-se de gente que, vinda daqui e dali, emprestaram um ambiente diferente e colorido à povoação. Eu (hoje) pouco dado a bailaricos, aproveitei para ficar pelo café do Lexinho a confratenizar com uns e com outros. E tantos que eles são. Sensação estranha me envadiu, pois estava em Vila Boa, portanto em casa, e eram imensos os rostos daqueles(as) que eu não reconhecia, mas que me diziam ser também dali. Um estranho e forasteiro na própria aldeia, foi como me senti nessa noite. Síntomas do tempo que passa e que com ele nos leva.
09 agosto 2010
eu não o diria de melhor forma...
"18h30m – Apresentação do livro “Senhora das Graças, a Santa e Padroeira de Carção”, da autoria de Luís Vale, publicação também de grande rigor científico, fruto dum estudo exaustivo e extraordinário trabalho de campo. Nesta obra encontramos muitos testemunhos que descrevem o culto, costumes e vivências que peculiarizam os caracteres mais importantes que de alguma forma identificam e unem os carçonenses à Senhora das Graças."
04 agosto 2010
informação em jeito de convite e vice-versa
Acontecerá em Carção (Vimioso) no próximo dia 27 deste Agosto, por volta das 17 horas. A quem possa interessar, importa manifestar o enorme prazer que terei em partilhar esse momento. Até lá.
30 julho 2010
26 julho 2010
redes sociais
Já poderia (deveria) ter escrito este texto há algum tempo atrás, pois aquilo que tenho para dizer já está reflectido e pensado faz tempo, mas como a fama de teimosia e de casmurrice me tem acompanhado, resolvi dar-me mais algum tempo para poder ponderar essa minha opinião. Mas de nada valeu, na medida em que nada se alterou, nada veio contrariar aquilo que, quase imediatamente depois da minha adesão, foram as minhas impressões acerca desta moda das redes sociais.
O meu primeiro contacto, ou a minha primeira experiência, já bastante tardia, foi no HI5, onde me inscrevi, adicionei alguns "amigos" e fui adicionado por outros tantos. Por lá fui passando, mas a verdade é que nada acontecia, nem aquilo servia para alguma coisa minimamente interessante. Mandar gifts e beijos, colocar fotografias nossas e ver as dos nossos amigos, muitas vezes em situações, perfeita e inconscientemente, confrangedoras e inimagináveis, entre outras inutilidades e futilidades, só me motivaram a deixar de lá ir e esquecer esse sitio de teenagers inconscientes e, ao mesmo tempo, sítio de coirões carentes de afectividade e, principalmente, de sexo. Mas isso sou eu a dizer...
Depois foi a vez do Facebook, consensualmente agraciado pela crítica publicada. Lá me inscrevi e fui juntando "amigos", até ao presente em que tenho reunidos na minha rede mais de cem "amigos". Por lá estão pessoas, empresas, movimentos, causas e negócios que, numa frequência abismal, nos bombardeiam com informação e com desinformação, com textos, com imagens, com isto e com aquilo. Mas uma vez mais, nada ou quase nada daquilo que por lá se encontra vale o tempo que se perde (para alguns, se ganha...) a percorrer essas páginas. Desculpem-me os meus reais amigos que por lá sejam, também, virtuais contactos, mas não consigo entender o sentido dessa exposição. Não consigo entender como pode tanta gente jogar o FarmVille(!?..) E depois, ainda há aquela coisa estúpida dos questionários que, por incrivel que eu ache, muita gente responde, participa e, às tantas, acredita!?... Enfim, tenho conta no Facebook e vou mantê-la mais uns tempos, mas confesso que nenhum interesse encontro nele.
Tenho conhecimento que outros sítios semelhantes existem, mas não há paciência para experimentar mais. Prefiro investir o meu tempo no Twitter. Apesar de o considerarem rede social, não o enquadro na mesma tipologia das demais plataformas. Aqui o destaque é o texto e a capacidade de síntese. Isso agrada-me e por lá vou continuando a escrever pequenas (in)confidências, pensamentos e desabafos do dia-a-dia.
Vivemos um tempo em que temos (dizem-nos) que ser informados e estar conectados. Mas contacto com quem e para quê!?.. Tanto contacto para nada! Para que raio as pessoas precisam de tanto contacto no seu quotidiano!?.. Para nada, concerteza. Apenas porque alguém vendeu essa ideia à sociedade, vamos todos estar em contacto permanente, não importa com quem, mas o importante é dizer que se está em contacto. Parvoíce.
Posso dizer que sou um blogger. Gosto de o ser. Continuarei a sê-lo.
O meu primeiro contacto, ou a minha primeira experiência, já bastante tardia, foi no HI5, onde me inscrevi, adicionei alguns "amigos" e fui adicionado por outros tantos. Por lá fui passando, mas a verdade é que nada acontecia, nem aquilo servia para alguma coisa minimamente interessante. Mandar gifts e beijos, colocar fotografias nossas e ver as dos nossos amigos, muitas vezes em situações, perfeita e inconscientemente, confrangedoras e inimagináveis, entre outras inutilidades e futilidades, só me motivaram a deixar de lá ir e esquecer esse sitio de teenagers inconscientes e, ao mesmo tempo, sítio de coirões carentes de afectividade e, principalmente, de sexo. Mas isso sou eu a dizer...
Depois foi a vez do Facebook, consensualmente agraciado pela crítica publicada. Lá me inscrevi e fui juntando "amigos", até ao presente em que tenho reunidos na minha rede mais de cem "amigos". Por lá estão pessoas, empresas, movimentos, causas e negócios que, numa frequência abismal, nos bombardeiam com informação e com desinformação, com textos, com imagens, com isto e com aquilo. Mas uma vez mais, nada ou quase nada daquilo que por lá se encontra vale o tempo que se perde (para alguns, se ganha...) a percorrer essas páginas. Desculpem-me os meus reais amigos que por lá sejam, também, virtuais contactos, mas não consigo entender o sentido dessa exposição. Não consigo entender como pode tanta gente jogar o FarmVille(!?..) E depois, ainda há aquela coisa estúpida dos questionários que, por incrivel que eu ache, muita gente responde, participa e, às tantas, acredita!?... Enfim, tenho conta no Facebook e vou mantê-la mais uns tempos, mas confesso que nenhum interesse encontro nele.
Tenho conhecimento que outros sítios semelhantes existem, mas não há paciência para experimentar mais. Prefiro investir o meu tempo no Twitter. Apesar de o considerarem rede social, não o enquadro na mesma tipologia das demais plataformas. Aqui o destaque é o texto e a capacidade de síntese. Isso agrada-me e por lá vou continuando a escrever pequenas (in)confidências, pensamentos e desabafos do dia-a-dia.
Vivemos um tempo em que temos (dizem-nos) que ser informados e estar conectados. Mas contacto com quem e para quê!?.. Tanto contacto para nada! Para que raio as pessoas precisam de tanto contacto no seu quotidiano!?.. Para nada, concerteza. Apenas porque alguém vendeu essa ideia à sociedade, vamos todos estar em contacto permanente, não importa com quem, mas o importante é dizer que se está em contacto. Parvoíce.
Posso dizer que sou um blogger. Gosto de o ser. Continuarei a sê-lo.
tour de france
Terminou mais uma edição da volta à França em Bicicleta. Para mim este é, sem qualquer hesitação, o grande evento desportivo anual. Eu gosto muito de futebol e este é o "meu desporto", mas enquanto evento desportivo, nem mundiais ou europeus de futebol, nem jogos olímpicos, nada se compara ao Tour. São três semanas de espectáculo televisivo, que me agarram à televisão como nada mais o consegue. Vibrar com a estratégia de cada equipa, com a força e resistência dos ciclistas, com o desespero das montanhas, Pirineus e Alpes, que parece tocarem o céu, com o abismo dos sprints finais. Enfim, com o espectáculo que leva para a berma das estradas milhares, milhões de espectadores, simpatizantes e adeptos da modalidade. Também é verdade que não consigo perder cinco minutos que sejam a ver qualquer outra volta, a não ser, um pouco da volta a Portugal, a Itália e a Espanha, mas nada que me prenda como o Tour. Mesmo consciente das trapalhadas e das deslealdades relacionadas com o dopping que, desde sempre, assombram as provas ciclopédicas, espero já pelo próximo mês de Julho para nova aventura e novos protagonistas.
21 julho 2010
20 julho 2010
novos registos
Sempre que vou visitar o meu amigo Joaquim Garrido, editor das Edições Cosmos, regresso a casa com alguns magníficos presentes. Desta vez e porque já há algum tempo que não nos encontrávamos, pude trazer alguns títulos há algum tempo desejados. Entretanto, outros títulos que foram chegando:
- Maalouf, Amin, 2004, Origens, Algés, Difel;
- Carvalho, Mário de, 2010, A arte de morrer longe, Alfregide, Caminho;
- Lopes, Aurélio, 2009, Videntes e Confidentes, Chamusca, Edições Cosmos;
- Pina, Miguel de Roque, 2010, O Rigor do Pensamento, Chamusca, Zaina Editores;
- Oliveira, Cipriano de, 2010, Maçonaria: passado, presente e futuro, Chamusca, Edições Cosmos;
- Freire, Isabel, 2007, Na Alma do Ribatejo, Edição do Casario Ribatejano e da Associação do Turismo no Espaço Rural;
- Carvalho, Mário de, 2010, A arte de morrer longe, Alfregide, Caminho;
- Lopes, Aurélio, 2009, Videntes e Confidentes, Chamusca, Edições Cosmos;
- Pina, Miguel de Roque, 2010, O Rigor do Pensamento, Chamusca, Zaina Editores;
- Oliveira, Cipriano de, 2010, Maçonaria: passado, presente e futuro, Chamusca, Edições Cosmos;
- Freire, Isabel, 2007, Na Alma do Ribatejo, Edição do Casario Ribatejano e da Associação do Turismo no Espaço Rural;
escritor fantasma
Acabei de sair do cinema onde assisti ao novo filme de Roman Polanski "Ghost Writer". Desde que comecei a ouvir falar deste filme, se não estou em erro a propósito da sua atribulada estreia em Cannes ou Veneza(??? - isso fica para os entendidos...) e da prisão do realizador, e tal e coisa, que logo me pareceu interessante. Quando soube que estava a estrear cá em Portugal quis ir vê-lo, mas algo em mim me dizia para não o fazer. Tentei resistir, cheguei mesmo a comentar com algumas pessoas a minha inquietude em resistir. Por princípio não deveria ir assistir a este filme e assim contribuir para o lato sucesso deste pedófilo. Bem sei que é um génio do cinema, mas isso não o iliba dos crimes que outrora cometeu. Mas enfim, cobarde, não resisti e fui mesmo assistir ao referido filme. E gostei. Muito. Apesar de ter outras expectativas relativas a um filme com este nome... Esperava algo mais crú, mais realista, mais urbano. Mas não. A narrativa refugia-se na alta esfera da intriga e do poder à escala mundial e, por isso, obrigatoriamente, veste-se de sofisticados gadgets e reveste-se de personagens que não existem, quero eu dizer, que não têm vida própria. Nem sequer o próprio escritor fantasma que, apesar do esforço de o equiparem com todos os clichés do estereótipo, tais como o ar desarranjado, a forte apetência para a bebida (forte), a incapacidade de estabelecer relações duradouras, etc., não consegue nunca ser esse bom-selvagem do ideário hollywoodesco.
15 julho 2010
gazela
Hoje, depois de vários meses de insistentes convites, finalmente conheci a famosa "Gazela" e os seus retumbantes "cachorrinhos"... tal é a nomeada na casa. Casa de repasto bem à moda do Porto, situada perto da Praça da Batalha, na Travessa do Cimo de Vila ou na Travessa do Cativo (são contíguas...). Ainda mal entramos e já estamos a ser questionados acerca do que vamos comer e beber: - Ora então meus amigos o que vai ser?... Depois, a espera para sentar num dos catorze lugares sentados ao balcão. A gestão destes lugares é feita pelos profissionais da casa, o Sr. Fernando e o Sr. Costa (na fotografia), verdadeiros mestres de bem servir, de bem falar e de bem vender os seus serviços, que num tom optimista vão sossegando a clientela: - Quantos são, 3, 4?.. está quase... é só mais um bocadinho... e beber, o que vai ser? Finalmente lugares vagos. Sentámo-nos e começou o espectáculo. A cerveja é qualquer coisa de espectacular, mas acima de tudo, é verdadeira, com gosto e força. Os cachorrinhos são autênticas maravilhas para a química dos sentidos. O seu sabor é orgásmico para as papilas gustativas, que só depois do segundo e a caminho do terceiro começam a ficar indiferentes à excitação do paladar. Vamos comendo e vamos pedindo mais e eu fico com a sensação que poderia estar ali toda a tarde a petiscar... pura ilusão. Tal como a fotografia testemunha, os estragos feitos por cada um de nós vão ficando depositados à nossa frente até ao momento em que se pede a conta. Aí, a contabilidade é feita através desses destroços, que rapidamente são removidos de forma a receber novos "amigos". No final e por despedida, tal como à entrada, somos cumprimentados por ambos os profissionais, que nunca deixam de cumprimentar pessoalmente cada pessoa que ali entra. É, concerteza, para repetir, mas atenção, não é para meninos.
09 julho 2010
25 junho 2010
encantos das cidades pequenas
Viver numa cidade grande é confortável, talvez até mais fácil. Habituamo-nos muito rapidamente a ter tudo numa relação de proximidade e de fácil e rápido acesso, sem a obrigação de nos relacionarmos com alguém, ou sequer cumprimentar-mos alguém. Isso, confesso, agrada-me.
Definitivamente, fascinam-me as cidades pequenas. A vida dos lugares pequenos, da rua e do bairro. As rotinas quotidianas e o reconhecimento de quem passa na rua, de quem é freguês dos mesmos lugares ou cliente dos mesmos espaços. Nas cidades pequenas, ou pelo menos mais pequenas, o andamento é outro. A vida, parece-me, corre num ritmo mais lento, respira-se outro ar e o tempo transfigura-se, dando-nos como que, mais tempo.
Eu gosto de lugares como este, pequeno e calmo, onde há espaço e tempo para viver ao ar livre. Faz-me falta essa liberdade. Eu gostava de viver num lugar assim, talvez mais a Norte, preferencialmente com menos calor e, se possivel, com menos turistas.15 junho 2010
ponte Vecchio
Numa recentíssima visita à Itália, visitei várias cidades da Toscana, das quais destaco Florença (Firenze) que foi, aliás, a motivação principal desta viagem. Terra onde a língua italiana se formalizou e onde nasceu o poeta Dante, Florença é o berço do Renascimento e, quem lá vai, percebe logo porquê. Mas aquilo que mais me chamou a atenção foi a ponte Vecchio sobre o rio Arno. Esta velha ponte dizem ter sido construída em madeira ainda no tempo da Roma Antiga, é famosa porque tem, de ambos os lados, lojas suspensas, principalmente, de ourives e lavrantes de prata. Foi destruida por uma cheia em 1345 e reconstruida em 1354. Diz-se que, durante a 2ª guerra mundial os Nazis, que destruiam todas as pontes para travar o avanço dos Aliados, preservaram esta, optando por obstruir os extremos com os destroços dos edifícios dessas extremidades.
Mas aquilo que me prendeu a atenção e aguçou a curiosidade foi este molho de cadeados que estão agarrados do lado de fora do muro poente da ponte. A determinado momento, e enquanto descansava à sombra das velhas lojas, espreitei para o rio no lado poente da ponte e vejo este monte de cadeados, num novelo enorme e confuso. Não percebi a razão da sua existência, mas logo desconfiei que algum significado tivesse. Pois bem, bastou uma pesquisa simples na internet para encontrar isto:
Desde sempre alberga lojas e mercadores, que mostravam as mercadorias sobre bancas, sempre com a autorização do Bargello, a autoridade municipal de então. Diz-se que a palavra bancarrota teve ali origem. Quando um mercador não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto) pelos soldados. Essa prática era chamada bancorotto. (...) Ao longo da ponte, há vários cadeados, especialmente no gradeamento em torno da estátua de Benvenuto Cellini. O facto é ligado à antiga ideia do amor e dos amantes: ao trancar o cadeado e lançar a chave ao rio, os amantes tornavam-se eternamente ligados. Graças a essa tradição e ao turismo desenfreado, milhares de cadeados tinham de ser removidos com frequência, estragando a estrutura da ponte. Devido a isso, o município estipulou uma multa de 50 euros para quem for apanhado, em flagrante, a colocar cadeados na ponte.
09 junho 2010
momentos
Gosto muito de estar aqui. Bem aqui. Neste lugar acompanhado, sempre bem acompanhado. Mas acima de tudo, sozinho comigo, nos encontros e desencontros diários, preenchidos de diferentes ruídos e de profundos e longos silêncios. Meus. Daqueles que só eu escolho e, assim, os vou alternando em cada momento, hora e dia.
Outros momentos há, normalmente, angustiantes, em que a vontade é estar em qualquer outro lugar, menos aqui. Esse lugar, que não aqui, poderá ser onde for, desde que aí possa continuar os tais momentos. Sim, meus e egoistas. Fazem-me falta.
Outros momentos há, normalmente, angustiantes, em que a vontade é estar em qualquer outro lugar, menos aqui. Esse lugar, que não aqui, poderá ser onde for, desde que aí possa continuar os tais momentos. Sim, meus e egoistas. Fazem-me falta.
08 junho 2010
na cabeceira IV
Tinha oferecido este livro ao meu pai pelo Natal. Sei que ele logo o leu, assim como a minha mãe. Agora foi a minha vez de o ler. Falando-nos exclusivamente das suas memórias infanto-juvenis José Rentes de Carvalho descreve pormenorizadamente as paisagens rurais das terras transmontanas e as paisagens urbanas de Gaia e Porto da sua meninice. Demonstra-me (aquilo que eu já suspeitava) que é um grande escritor. Depois das pequenas narrativas do seu blogue e agora com este "Ernestina", fico obrigado a conhecer o resto da sua obra.
04 junho 2010
03 junho 2010
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