05 janeiro 2011

''Habitación en Roma''

Vi este filme ontem à noite e fiquei arrebatado. Duas mulheres e um quarto de hotel. Bonito. Pela história, pelas mulheres, pela realização e principalmente pela banda sonora, do qual se destaca este "Loving Strangers". Procurem-no e vejam. Atenção mentes mais sensíveis...

04 janeiro 2011

refúgio de mim

Cada vez mais e com maior intensidade. Só ela me permite alhear de toda a circunstância existêncial. Envolvente, implica-me e leva-me para um outro estado mental e essa ausência de mim faz-me sentir muito bem num qualquer nirvana. Simultaneamente, esse abraço que me dá, obriga-me a um esforço e um desgaste suplementar que, nalguns momentos é pura dor e, quase sempre, sofrimento. Como custa chegar até ela!.. Apesar de tudo é terapêutica e serve-me ao segundo para não desencantar definitivamente o meu tempo. Por isso digo, preciso e quero sempre mais. Ela é o meu refúgio, ela é a escrita.

contra-natura

Consegui ver a imagem no noticiário das 20 horas e aí percebe-se nitidamente e melhor que aqui a estranheza deste momento, em que Cavaco Silva sobe ao tejadilho de um automóvel. Foi estranho, muito estranho...

deriva europeia

No início de mais um ano que se prevê longo e difícil, perscrutando à minha volta, que é como quem diz, olhando para esta imensa europa, não posso deixar de referir aquilo que se percebe estar a acontecer: a deriva à direita que todos, ou quase todos, os estados europeus estão a realizar e que, nalguns casos, poderá levá-los até às reminiscências de fascismos e de totalitarismos. Para além dos já conhecidos e patéticos casos da Itália e da França, outros se preparam para trilhar o mesmo caminho - Holanda, Dinamarca, Inglaterra, Suécia e Hungria, apenas para referir alguns exemplos. Mesmo em Portugal já todos adivinham o que poderá ainda este ano ser um novo governo do PSD, mas também e se olharmos para a Comunicação Social, a tal "Português Suave", não poderemos deixar de reparar que toda ela é tendêncialmente de direita. Mais, tal como nos diz Eduardo Pitta no seu blogue, "A opinião publicada tornou-se um feudo da direita".
Ainda que a custo, assuma-se que a esquerda europeia, enquanto governo e poder, não assumiu as suas responsabilidades e nunca foi além do discurso fácil da integração e do multiculturalismo. Fazer crescer a Europa para limites inatangíveis e inimagináveis até há bem pouco tempo, terá sido uma ambição desmedida e ter acreditado que nesse espaço caberiam todos e mais alguns, terá sido uma quimera, que agora e só agora começamos a perspectivar e em sobressalto a desconstruir.
Ao contrário do que disseram e, pior, dizem muitas dessas esquerdas, as pessoas precisam, desejam e querem segurança para as suas vidas e relativizam, desdramatizando, a origem ou a fonte dessa segurança. Em verdade, preferem perder liberdades, a sua liberdade, assim como grande parte da sua cidadania, mas sentirem-se confortáveis e tranquilas, afastadas das sensações de eminente crime vádio e de latente violência social.
Atenção às tendências europeias, não são casualísticas nem são conjunturais e as esquerdas do que resta desta Europa serão sempre e grandemente responsabilizadas pela história. Veremos.

02 janeiro 2011

LER de Janeiro

Aproveitando o não-dia que foi ontem, li com todo o vagar a revista LER de Janeiro que se dedica quase exclusivamente à tão badalada "crise". Está bem preenchida, apesar do tema central e numa primeira abordagem me afastar os sentidos. Gostei deste número, especialmente da Diacrónica, do Diário de Ocasião, do Folhetim de Polémicas Literárias assinado por Fernando Venâncio, do texto de José Mário Silva e da excelente entrevista de Carlos Vaz Marques a Manuel Villaverde Cabral.
Notáveis passagens e alguns excertos:
“Crise é o momento da decisão, momento de a tomar ou de ser ela tomada: em que se promete a solução, e enfim o sofrimento duma maneira ou de outra acaba. Eis por que motivo a crise é afinal um estado de ânimo propenso à acção e consequentemente à… felicidade. As pessoas, como se sabe, ficam mais felizes quando se mexem.” (Abel Barros Baptista)
“Tenho dúvidas. Gosto de ter livros ao pé de mim; não sei se isto se passa consigo, mas eu conservo esse pecado, o egoísmo dos livros. Frequento bibliotecas, mas, mesmo nessas circunstâncias, torno-me «proprietário» ficcional dessas bibliotecas e desses livros. Não estou a ver-me proprietário de uma «nuvem» (a propósito do serviço GoogleBooks, lançado em Dezembro nos EUA) que, ainda por cima, não existe fisicamente. Onde é que vou deixar bilhetes e rasuras? Um mistério, outro mistério. A nossa vida está a mudar muito rapidamente e sinto-me um reaccionário tremendo.” (Francisco José Viegas)
Excertos da excelente entrevista de Carlos Vaz Marques a Manuel Villaverde Cabral:
“A crise que estamos a atravessar tem uma dimensão para além da económica e política – quer dizer, vê-a também já numa dimensão cultural, em sentido lato?
Mesmo fora de Portugal vejo pouco discurso alternativo credível. Os discursos alternativos que eu vejo não são credíveis. O meu colega Boaventura Sousa Santos é, aliás, a nível internacional, uma voz que propõe uma globalização alternativa.
A chamada «altermundialização».
Uma globalização contra-hegemónica e outro tipo de terminologia do género. É algo que admito que tenha ressonâncias na América Latina – onde ele realmente pratica essa influência – mas muito sinceramente não creio que aquele discurso se aplique à Europa.
Não há portanto, do seu ponto de vista, um modelo cultural que possa suceder àquele em que vivemos.
Eu não o vejo. O que emergiu imediatamente foi – até ao nível daquilo a que se chama agora a «nova economia política», portanto dos economistas que se pretendem alternativos – um discurso que tem tanto menos êxito quanto menos prospectivo é. Manifesta-se sobretudo pela defensiva, pela preservação dos adquiridos. Houve uma ideia – aliás, o nosso primeiro-ministro, que é esperto, chegou a falar nisso – que era a de um regresso ao keynesianismo.
Com a intervenção do Estado para segurar a economia.
Exactamente. Uma intervenção legitimada a nível ideológico – e o aspecto ideológico tem sempre uma âncora, uma referência ou quanto mais não seja um auditório sociocultural. Em Portugal, a audiência mais interessante, mais dinâmica, mais prospectiva desse discurso, que durante um certo momento pareceu poder funcionar como alternativo, será o povo do Bloco de Esquerda. É sem dúvida, sociologicamente, o partido com o mais alto grau de instrução; e se calhar também de rendimento. Ou seja, se há elites alternativas, no melhor sentido da palavra, não só em termos políticos mas também culturais, estão aí.
(…)
…podemos regressar a um discurso artístico mais interveniente em termos sociais?
Nunca mais vamos regressar nem ao surrealismo quanto mais ao neo-realismo. Não voltaremos a ter grandes movimentos. A nossa época não consente isso. A nossa sociedade é demasiado complexa. Danilo Zolo diz: «a nossa sociedade é demasiado complexa para ser gerida por um sistema tão tosco como o voto.» Não quer dizer que seja mau, é grosseiro. Nem os governantes, quanto mais os eleitores, têm consciência de toda a complexidade dos problemas.
(…)
a cultura baseada no livro parece-lhe ameaçada.
A leitura de livros acrescenta. (…) As pessoas que lêem vão sempre distinguir-se das outras e terão sempre o seu nicho de mercado. Uma coisa lhe digo: nada activa mais o neurónio do que a leitura.
(…)
O que parece de facto é que é consagrado muito pouco tempo ao esforço da leitura. Temos um grande problema: repare, o nosso atraso em relação aos países escandinavos é de mais de cem anos.
Um atraso em termos culturais?
Em termos educativos. Nós ainda estamos a ensinar a ler a crianças cujos pais não sabem ler. A pretensão da escola de fazer tudo – o que as famílias faziam, o que a sociedade deveria fazer – é que está a matar a escola."
“Na verdade, espero que o romance do século XXI não seja escrito só no século XXII. Porque gostava mesmo de o ler – seja em papel, a partir da «nuvem» ou noutro sistema qualquer que ainda esteja por inventar.” (José Mário Silva)

“Recuso-me a balanços. Dão-me enjoos. São ridículos. Papel que podia ser gasto para se pensar em alguma coisa.” (Inês Pedrosa)
Sugestão para adquirir e ler: o mais recente título de Onésimo Teotónio Almeida “O Peso do Hífen – ensaios sobre a experiência Luso-Americana”, editado pela Imprensa de Ciências Sociais.

Báu da Memória IV

encontrada no fundo de uma gaveta amiga

espelho

01 janeiro 2011

26 dezembro 2010

sempre simpáticos e presentes

Chegados nos últimos dias, principalmente nas vésperas de hoje:
- Berger, Peter L., 2004, A Construção Social da Realidade, Lisboa, Dinalivro;
- Rosa, Maria João Valente e Chitas, Paulo, 2010, Portugal: os números, nº 3 Colecção Ensaios, Lisboa, Edição Fundação Francisco Manuel dos Santos;
- Eco, Umberto, 2005, Dizer quase a mesma coisa sobre a tradução, Miraflores, Difel;
- Santos, Boaventura de Sousa (org.), 2005, Globalização - fatalidade ou utopia?, Porto, Edições Afrontamento;
- Clifford, James e Marcus, George E., 1986, Writing Culture, Londres, University of California Press;

24 dezembro 2010

as mulheres na minha vida

Foram e são poucas e quase sempre as mesmas. Lugar primeiro e último da minha existência, preciso tanto delas que não me imagino a viver sem as ter por perto. É essa proximidade que sustenta os pilares da minha estabilidade física e, acima de tudo, emocional. Ainda que não se faça sentir ou seja facilmente perceptível, acontece que são minhas e eu preciso saber isso. Sempre as reclamei com propriedade, com desfrute e com egoísmo, ainda que me julgue consciente de que serão, obrigatoriamente, partilháveis. Essas mulheres de quem eu tanto gosto têm nome próprio, mas isso não importa, pois Mãe, Mulher, Filha e Amigas serão sempre insubstituíveis e partilharão o meu tempo e espaço de mundo. Com o pensamento nelas.

23 dezembro 2010

22 dezembro 2010

imaginação democrática e presente

O trabalho de tradução permite criar sentidos e direcções precários, mas concretos, de curto alcance, mas radicais nos seus objectivos, incertos, mas partilhados. O objectivo da tradução entre saberes é criar justiça cognitiva a partir da imaginação epistemológica. O obejctivo da tradução entre práticas e seus agentes é criar as condições para uma justiça social global a partir da imaginação democrática.
(...)
O Objectivo do trabalho de tradução é criar constelações de saberes e de práticas suficientemente forte para fornecer alternativas credíveis ao que hoje se designa por globalização neoliberal e que não é mais do que um novo passo do capitalismo global, no sentido de sujeitar a totalidade inesgotável do mundo à lógica mercantil. Sabemos que nunca cconseguirá atingir integralmente esse objectivo e essa é talvez a única certeza que retiramos do colapso do projecto da modernidade. Isso, no entanto, nada nos diz sobre se um mundo melhor é possivel e que perfil terá. Daí que a razão cosmopolita prefira imaginar o mundo melhor a partir do presente. Por isso propõe a dilatação do presente e a contracção do futuro. Aumentando o campo das experiências, é possível avaliar melhor as alternativas que são hoje possíveis e disponíveis.
(...)
O novo inconformismo é o que resulta da verificação de que hoje e não amanhã seria possível viver num mundo muito melhor.
(Boaventura de Sousa Santos, 2002, Revista Crítica de Ciências Sociais)

21 dezembro 2010

ideias e palavras

Em Janeiro, a escolha é muito clara. Começamos a mudança ou continuamos de braços cruzados à espera que o céu nos caia na cabeça? Contentamo-nos com a resignação tecnocrática ou votamos numa visão política, positiva, de transformação? Apoio Manuel Alegre porque está na hora de voltar a acreditar na política e na mudança. De voltar a viver a política como um lugar próximo de todos, um lugar de verdade e ideias apaixonadas. Não venceremos nenhuma crise com menos do que isto. Para pôr Portugal no futuro, temos de voltar às ideias que sonham e às palavras que transformam, e fazer da política aquilo que ela é: a viva possibilidade de um sempre-começo. (Jacinto Lucas Pires, in Jornal Público - 20/12/2010)

16 dezembro 2010

à boa e antiga maneira

Bem sei que o seu aspecto não é minimamente interessante, mas acreditem que o sabor é divinal. Falo-vos dos "velhinhos" rojões feitos ao jeito da minha avó e de todas as avós de Vila Boa. Aproveitando a carne da barriga e da barbada do porco, fazem-se no pote ao lume, apenas com a gordura da própria carne. Uma especialidade que, infelizmente, ao longo dos anos tem vindo a desaparecer da minha vista e do meu paladar.
Hoje, ao chegar a casa, fui surpreendido por esta amostra vinda directamente da aldeia, especialmente para mim e para o meu pai, ou melhor e para dizer a verdade, especialmente para o meu pai e, depois, um pouco para mim e demais família... Mas como são bons. Era capaz de acabar com eles de uma vez só. A sério. Que rica merenda, três rojões bem entremeados, um naco de pão de trigo e dois copitos de tinto. Está feito. Amanhã há mais, ou não...

09 dezembro 2010

não-ditos

Facilmente revejo os dias de agora como dias de não-ditos, esses processos de integração semântica não explícita que se encontram silenciosamente inscritos nas práticas comunicacionais quotidianas. Resmas de conhecimentos implícitos que não são falados, porque não é preciso, porque se receia, porque não se acredita. É todo um mundo de associações semânticas, narrativas e definições que, apesar de raramente serem explícitas, influenciam surdamente e dirigem silenciosamente as formas como os indivíduos fazem uso das suas vidas e dos seus mundos, num processo contínuo paradoxal de desestabilização e/ou de consolidação identitária.

04 dezembro 2010

lida e bem

Nesta manhã de Sábado e aproveitando o aconchego de um café na cidade gelada de Bragança, lí de fio a pavio a revista Ler. Muitos e bons momentos - pensamentos, reflexões e escrita, dos quais destaco e sublinho as seguintes passagens:
"Quando nos cansarmos de ser educados por uma profissão, talvez possamos finalmente almejar a formar pessoas, gente."André Gago (no Sofá)
"Trinta por cento dos alunos de Letras acham que ler é um sacrifício. E é um esforço inglório. Há coisas mais saudáveis. O mundo mudou todo. Não me apetece mexer um dedo por causa disso. Seremos ilhas. Estaremos trancados entre muros. Coleccionaremos excepções. Aqui e na blogosfera há leitores muito especiais, e se calhar são esses que interessam, leitores muito especiais. Tudo isto é por causa das estatísticas, mas cada vez mais gente a ler era bem capaz de ser um absurdo." Francisco José Viegas (no Diário de Ocasião)
"O que eu acho que um escritor sério deve fazer sempre é livros sérios. Não interessa o escritor, interessam os livros. Um livro sério é um livro que quer interferir com as pessoas. É um livro que não é para aquela semana. Há aqui um combate muito forte com o mundo em que nós estamos - que já não é semanal nem diário, que com a internet é ao segundo, uma coisa quase brutal. Um dos grandes combates actuais é o combate entre a actualidade e o importante. (...) Estamos num mundo em que a questão do actual e do importante se joga minuto a minuto. (...) O problema é que esta lógica da velocidade é uma lógica opressora. A grande velocidade é muito violenta."
"... o livro é uma coisa absolutamente extraordinária. É de outro mundo e de outro tempo. O livro é outro ritmo: não é para aquele minuto, não é para aquele dia, não é para aquela semana. Nesse aspecto, tem de se lutar para se mostrar que o livro é de outro tempo. (...) Os livros sérios dizem-nos: «Calma, mais devagar, há outros ritmos possíveis.» O livro é o objecto de culto da lentidão."Gonçalo M. Tavares (entrevistado por Carlos Vaz Marques)
"Os tempos não são exaltantes, a mediania domina, as expressões que definem cada dia não nos conduzem demasiado longe. Contudo, continua a escrever-se poesia. Porque, como sugeria Luíza Neto Jorge, a poesia ensina a cair." Eduardo Prado Coelho (in A Poesia ensina a cair)

29 novembro 2010

verbo, despir

"A redução do homem à vida nua é hoje a tal ponto um facto consumado, que é essa doravante a base da identidade que o Estado reconhece aos seus cidadãos. Como o deportado de Auschwitz já não tinha nome nem nacionalidade e doravante era somente o número que lhe fora tatuado no braço, assim também o cidadão contemporâneo, perdido na massa anónima e equiparado a um criminoso em potência, não é definido senão pelos seus dados biométricos e, em última instância, por uma espécie de antigo fado tornado ainda mais opaco e incompreensível: o seu ADN." (p.68)
Aproveitando os dias do aderente da FNAC (26 e 27 de Novembro) adquiri este livro de Giorgio Agamben, filósofo italiano que já aqui apresentei, referi e citei. Neste pequeno livro, o autor reúne um conjunto de ensaios relacionados com os temas que usualmente investiga. Uma escrita simples e cativante, recheada de etnografias e anotações de costumes contemporâneos, que não só facilitaram como motivaram à leitura intensiva, quase sem interrupções.
Deste mesmo autor já conhecia "Profanação" e "Homo Sacer", falta-me conhecer uma das suas principais obras - "Estado de Excepção" (2003), que desconheço se está sequer traduzida para português. Aguardo impaciente essa edição.

25 novembro 2010

jornal de notícias

Aqui há uns tempos e quando preste a embarcar no compoio para Lisboa, o meu pai dá-me o Jornal de Notícias (JN) para as mãos, dizendo: "Leva-o que eu já o desfolhei". Nestas palavras entendi que nem sequer o chegou a ler e que eu também poderia assim fazer, desfolhá-lo nem que fosse para me entreter durante a viagem. Assim fiz e logo me veio à consciência que, apesar de muito tempo que já passara desde a última vez que o desfolhara, muito rapidamente me reconheci na sensação de familiaridade e no JN de sempre. Por outro lado, a verdade é que de cada vez que o olho, o desfolho e, em pequena percentagem, o leio, não deixo de me espantar com a quantidade de notícias locais, tais como: casos de polícia, tribunais e justiça popular, roubos e assaltos, parricídios e suicídios, violações e pedofilias, entre outras. Enfim, toda a parafernália que, sem dúvida, será o retrato do país e da sociedade em que vivemos, mas que reduz a realidade a essa tragédia humana e que a linha editorial tablóide do JN, pela quantidade e pela (fraca) qualidade da "notícia", transfigura e relativiza, tomando essa mesma realidade miserável e sofrível, suportável aos olhos e sentidos do leitor deste diário nacional.

presunção e água benta...

Não sei como adjectivar alguém que numa primeira entrevista de selecção afirma: "sou competente, sou rigoroso e sou multi-versátil naquilo que faço". Que lata do caraças, mas haverá alguém que, nessa circunstância, se apresente como incompetente e pouco rigoroso naquilo a que se propõe ou candidata!?...

24 novembro 2010

a pensar...

Agora, o mundo deveria era perguntar ao tempo, quanto tempo o mundo ainda tem.
Depois, a resposta que o tempo desse ao mundo, seria o tempo certo que ao mundo resta.